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IDS não chega a computar as queimadas registradas em 2010/Foto: Marcello Casal/ABr
O desmatamento e as queimadas respondem por mais de 75% das emissões brasileiras de dióxido de carbono (CO2), segundo dados dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010) divulgados na quarta-feira, 1º de setembro. De acordo com a publicação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esses dois fatores são responsáveis por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases-estufa do mundo.
Enquanto em outros países a elevação de CO2 é geralmente atribuída a combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), no Brasil, contudo, o principal agente é a destruição da vegetação natural, principalmente na Amazônia e no Cerrado. Mesmo praticadas em períodos irregulares, as queimadas são comuns no país para a renovação de pastagens e preparo de novas áreas para agricultura.
Embora aponte tendência de queda no desmatamento em todos os nove estados que abrangem a Amazônia Legal, o IBGE estima que a área total desmatada em 2009 se aproxima dos 20% da área original da Amazônia. Entre 2002 e 2008, as unidades da federação que tiveram maior área desmatada do Cerrado em números absolutos foram Mato Grosso (17.598 km2), Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.980 km2).
Fogo
A pesquisa indica tendência de queda no número de queimadas de 2005, mas como se baseia em dados até 2009, não leva em conta a onda de queimadas que atinge o país neste ano.
Nas terras indígenas e unidades de conservação, o fogo geralmente se origina fora de seus limites, em propriedades rurais.
Em relação aos municípios que sofrem com a poluição de ar, as queimadas foram a causa mais frequente apontada (63,5%), número superior aos referentes às indústrias e carros.
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