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Deputados “engordam” os próprios salários em Minas Gerais
Postado em Economia e Política em 25/06/2009 às 15h30
por Redação EcoD
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 Em Minas, deputados ganham "bônus" para comparecerem às reuniões
Em MG, deputados ganham bônus a cada reunião em que comparecem/Foto: Ampliato [Edu]

Que tal ganhar um bônus de cerca de R$ 620 a cada reunião que você participa referente ao seu trabalho? Gostou da ideia? Já pensou como ficaria seu orçamento caso fossem realizados oito desses encontros profissionais a cada mês? Pois imagine que na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, esse verdadeiro sonho para boa parte dos trabalhadores brasileiros nada mais é do que a própria realidade. Os deputados mineiros conseguem inflar seus vencimentos ao comparecerem a reuniões extraordinárias. Detalhe: ganham mais do que os colegas federais, de Brasília.

É que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais ainda paga o chamado “jeton”, equivalente a um bônus, atualmente em R$ 619,20 por sessão ao parlamentar presente nas reuniões extraordinárias (que são limitadas a oito por mês). Na Câmara dos Deputados de Brasília e nos demais estados brasileiros esse mecanismo já foi extinto há um bom tempo. Em números reais, isso significa dizer que além do salário de R$ 12.384,06, os parlamentares ganham mais R$ 4.953,60. O resultado? R$ 17.337,66 mensalmente na conta (aumento de 40% na remuneração).

De acordo com o UOL Notícias, alguns deputados da Assembléia de Minas alegam que nas reuniões ordinárias (que são realizadas as terças e quintas, às 14h) os parlamentares tomam o tempo com discursos demorados, conhecidos como "pinga-fogo", e inibem um fluxo mais dinâmico de votações dos projetos. Eles dizem ver na reunião extra a oportunidade para "dar celeridade" aos trabalhos legislativos. No entanto, ela acaba às vezes não desempenhando esse papel.

"Os deputados já são remunerados normalmente pelas suas funções. Eu não vejo, diante da necessidade de uma reunião extra, que haja uma remuneração adicional. Ainda mais que eles foram eleitos, e se apresentaram como candidatos de forma voluntária, para o trabalho que exercem. Acaba sendo mais um exemplo dessa frouxidão e relaxamento ético que a gente está vendo na vida pública", avaliou Fábio Wanderley Reis, cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A assessoria de imprensa da Assembléia Legislativa de Minas Gerais informou, por meio de nota, que será constituída, provavelmente nesta semana, um grupo de trabalho, denominado de Comissão Extraordinária de Revisão do Regimento Interno. A comissão a ser formada, composta por cinco deputados, terá o objetivo de estudar reformulações no regimento da Casa.

*Com informações do Uol Notícias no site da Amarribo.

 



Tags: Cidades Sustentáveis , Economia e Política
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