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Daniel Goleman e os efeitos da compaixão
Postado em Responsabilidade Social em 03/02/2010 às 21h10
por Redação EcoD
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“Por que, mesmo que todos nós temos tantas opções para ajudar, ajudamos algumas vezes e outras não?"

Se você passa por um pedinte maltrapilho na rua, você pára e se oferece para ajudá-lo? Por que as pessoas sentem cada dia menos compaixão pelos problemas alheios? É sobre essas emoções e sobre como nossa relação com os sentimentos dos outros pode ajudar a transformar o mundo que o jornalista e psicólogo Daniel Goleman discursa nesse vídeo do TED.

“Por que, mesmo que todos nós tenhamos tantas opções para ajudar, ajudamos algumas vezes e outras não?", pergunta Goleman. Para explicar melhor ele conta a história de um teste realizado com estudantes do Seminário Teológico de Princeton, em que todos foram orientados a preparar um sermão - metade sobre a parábola do Bom Samaritano, e a outra metade sobre outros temas bíblicos.

Após escreverem seus discursos, os estudantes eram encaminhados ao prédio vizinho e no caminho, cruzavam com um homem agachado, gemendo. A pergunta então era se eles pararam para ajudar e se o tópico sobre o qual estavam pensando para o sermão faria diferença entre socorrer o homem ou não.

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"Nós não aproveitamos cada oportunidade de ajudar porque estamos olhando na direção errada”

O resultado foi que a única coisa que fez diferença entre parar ou não era o quanto eles achavam que estavam com pressa. "Nós não aproveitamos cada oportunidade de ajudar porque estamos olhando na direção errada”, defende o psicólogo, que também é autor de best sellers como Inteligência emocional e Inteligência ecológica.

Para explicar esse fenômeno, ele conta sobre um novo campo da neurociência chamado neurociência social, que estuda os circuitos no cérebro das pessoas que são ativados quando elas interagem entre si. Ao analisar a compaixão por esse campo da ciência, os pesquisadores concluíram que os circuitos, por padrão, nos dizem para ajudar.

"Se a pessoa tem alguma necessidade ou está sofrendo, nós estamos automaticamente preparados para ajudar. Mas por que não o fazemos?”, questiona. Para ele, a resposta passa pelo "completo egocentrismo" que permeia a sociedade e pelo fato de não prestarmos atenção no próximo.

Segundo Goleman, muitas pessoas hoje "desligam" a parte do seu cérebro responsável pela empatia emocional, ou seja, por sentir o que o outro sente. Com isso, as pessoas se tornam vítimas passivas de um ponto cego coletivo.

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"Somos indiferentes à ecologia e saúde pública e às consequências de justiça econômica e social nas coisas que compramos e usamos”

“Nós não notamos e não temos a menor noção das moléculas tóxicas emitidas pelo carpete ou pelo tecido das cadeiras. Nós não sabemos se este tecido é tecnológico ou industrial, se pode ser reciclado ou se vai acabar no lixão. Em outras palavras, somos indiferentes à ecologia e saúde pública e às consequências de justiça econômica e social nas coisas que compramos e usamos”, diz.

Para transformar essa realidade, Goleman aposta no despertar da sociedade para uma responsabilidade coletiva e para as consequências de tudo que acontece ao nosso redor. Para ele, é preciso que as pessoas se informem sobre todos os aspectos daquilo que consomem e cobrem dos fabricantes produtos e serviços que respeitem as pessoas, a economia e o planeta.

“Existe um ditado no mundo da ciência da informação: que no fim, todos saberão tudo. A pergunta é: Isso fará alguma diferença?”. Ele finaliza a palestra contando de quando socorreu um homem caído em uma estação de metrô e que parecia invisível à multidão, que simplesmente pulava por cima dele.

“No momento em que parei, meia dúzia de pessoas imediatamente pararam em torno dele. Imediatamente alguém trouxe suco de laranja, outro trouxe um cachorro-quente, e alguém chamou um segurança do metrô. E aquele homem se ergueu imediatamente. Tudo que precisou foi o simples ato de ser percebido. Então, eu estou otimista”, conclui.

Para assistir o vídeo com legenda em português, selecione a opção abaixo do "play".


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Tags: Responsabilidade Social
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