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Entre palestras, exposições e mobilizações, o evento divulga a COP-15 e a sustentabilidade/Foto: Divulgação
Começou na segunda-feira, 24 de novembro, o evento Copenhague é Aqui. A mostra de filmes, fotografias e obras de arte pretende envolver o público em debates sobre opões para reduzir o impacto ambiental gerado pelas ações cotidianas.
Em referência à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), o nome do evento conota a intenção de se discutir sobre o importante encontro que terá início em 7 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.
Uma das exposições é formada por 20 fotografias da ONG Greenpeace, na qual os crimes ambientais são enfatizados. “Como a gente não pode levar todo mundo para a Amazônia para ver o que está acontecendo lá, a gente traz um pouco dos acontecimentos de lá e mostra para as pessoas aqui”, explicou o membro da Campanha Amazônia do Greenpeace, Marcio Astrini.
Segundo ele, as imagens buscam sensibilizar o público para os desdobramentos das agressões ambientais. “Você procura sensibilizar as pessoas, não só pelo visual, mas também pela informação. Quando aquela floresta é derrubada ela emite carbono que contribui para o aquecimento global e faz do Brasil um grande responsável por esse aquecimento. Também passar para elas, como elas podem em suas ações cotidianas, com as mudanças de seus hábitos, contribuir para mudar essa realidade.”
Vagas verdes e muitas árvores
Além das fotos e instalações artísticas, os organizadores do projeto planejam o que chamam de “ações de guerrilha”, como um espécie de flashmob sustentável, que vão de uma campanha para arborizar o bairro Vila Buarque, à organização do movimento Vagas Vivas na cidade, que entre os dias 5 e 7 de dezembro espera ocupar e transformar as vagas de estacionamento de carros da Rua Rêgo Freitas em verdadeiros espaços verdes de convivência, com bancos, plantas e música.
Outros destaques da programação é a apresentação do documentário “Mataram A Irmã Dorothy” (2008), sobre a freira e ativista norte-americana que foi assassinada na Amazônia em 2005 .
A diretora da Matilha Cultural, Rebeca Lerer, ressaltou que a ação pretende chamar a atenção das pessoas para a necessidade de um “processo de revitalização e humanização do centro de verdade”.
A programação, toda gratuita, seguirá até o dia 20 de dezembro, no espaço Matilha Cultural, no centro de São Paulo, e pode ser consultada no site do evento. O espaço é um centro de eventos sustentáveis, onde critérios de consumo consciente e respeito ao meio ambiente estão sempre presentes.
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