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Segregar o lixo por tipo de material é o primeiro passo para a coleta seletiva/Foto: AnaElisa
Do momento em que acordamos até a hora de irmos dormir, geramos uma média de 1kg de lixo, todos os dias. Somando os resíduos de toda a população mundial teremos, ao final de 24 horas, 6,6 milhões de toneladas a mais de papel, plástico, isopor, ferro, resíduos hospitalares e industriais, orgânicos, borracha, madeira, vidro e outra infinidade de materiais, poluindo e degradando o meio ambiente.
Países, como os Estados Unidos por exemplo, consomem hoje o dobro do que era consumido há 50 anos. E o que é pior, 99% desses produtos se tranformam em lixo em menos de seis meses. Para agravar a situação, a grande maioria desses resíduos é depositado em locais impróprios, poluindo o ar, o solo e os lençóis freáticos. Aqui no Brasil, 75% dos detritos sólidos acabam em lixões a céu aberto, atraindo animais peçonhentos e doenças para a população. De todo esse material, apenas 4% é reciclado.
A melhor forma de ajudar a diminuir essa produção de lixo é seguindo à regrinha do RRR (Reduzir, Reutilizar, Reciclar). Agregar consumo consciente, reutilização de produtos em bom estado e reciclagem daqueles que não podem mais ser utilizados é a melhor combinação para quem quer contribuir com o meio ambiente.
Coleta seletiva
Todo processo de reciclagem começa com a coleta seletiva. Ela é a forma encontrada para segregar os materiais que podem ser reciclados, evitando a contaminação, aumentando o valor agregado dos materiais e diminuindo os custos da reciclagem. Os resíduos são separados de acordo com o tipo de cada um:
Para realizar esse tipo de coleta basta segregar o lixo nos coletores indicados e entregá-lo em um posto de coleta. Muitas cidades já possuem o tipo de coleta porta a porta, com caminhões que percorrem as residências em dias e horários que não coincidam com a coleta normal de lixo. Nesses casos, os moradores colocam os materiais nas calçadas, separados em contêineres diferentes.
Outra opção são os Postos de Entrega Voluntária (PEV), em que pequenos depósitos são colocados em diferentes locais da cidade e cada um leva, espontaneamente, os recicláveis até lá. Existem também os Postos de Troca, onde você recebe pelo material entregue, e o Programa Interno de Coleta Seletiva (PICs), que é realizado em instituições públicas e privadas, em parceria com associações de catadores. Procure na sua região qual a melhor opção para você.
Caso você more em um condomínio onde não exista a coleta seletiva, a primeira medida é conscientizar seus vizinhos da importância da prática, tanto para a sociedade quanto para o meio ambiente. Isso pode ser feito através de palestras, cartazes informativos ou manuais de coleta seletiva.
Quando todos concordarem em colaborar, vocês deverão preparar um Projeto de Reciclagem, onde será considerada a logística do prédio e a forma como o lixo será coletado. Feito isso, vocês deverão adquirir os coletores específicos e fazer com que sejam devidamente sinalizados. Pronto, agora é só separar cada resíduo em seu local específico e entregá-lo no local adequado.
Fazendo isso você estará ajudando a diminuir o consumo de matérias primas, a poluição do solo, água e ar, melhorando a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população. A reciclagem também prolonga a vida útil dos aterros sanitários, gera empregos para a população não qualificada e receita para os micro e pequenos empresários.
Você Sabia?
Tempo de decomposição do lixo:
Com informações da Revista Elo
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