| Você concorda com a construção de hidrelétricas na Amazônia? | |
Carbono
Quarto elemento mais abundante no planeta, atrás apenas do Hidrogênio (H), Hélio (He) e Oxigênio (O), o Carbono (C) é fundamental para a estrutura dos seres vivos. Basicamente, eles existem em duas formas básicas: uma orgânica, presente nos organismos vivos e mortos (não decompostos), e outra inorgânica, presente nas rochas.
Ciclo do carbono
Entendemos como ciclo do carbono as diversas transformações que o carbono sofre ao longo do tempo. É este processo cíclico que fornece energia e massa à maior parte dos seres vivos, influenciando também a regulação da atmosfera global – e consequentemente o clima.
Vale lembrar que o ciclo de carbono estava equilibrado até antes da Revolução Industrial, quando boa parte das sociedades era principalmente agrária. Com o avanço da industrialização, a queima de combustíveis fósseis foi intensificada pelas atividades humanas, fator que fez aumentar as emissões de gás carbônico em proporção maior do que a capacidade natural de absorção.
O que isso significa? Bem, o carbono que estava armazenado no solo e nos oceanos durante milênios passou a ser jogado pelas atividades humanas de volta para atmosfera em um espaço de tempo muito curto, impossibilitando que o ciclo natural o trouxesse de volta para os reservatórios. Nos últimos 150 anos, a influência do homem em aspectos como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento das florestas têm alterado o ciclo normal do carbono, o que contribui para o aquecimento global.
O ciclo de carbono pode ser dividido em duas partes: a terrestre e a marinha.
Ciclo Terrestre
No ciclo terrestre as plantas removem gás carbônico da atmosfera através da fotossíntese. Parte desse carbono é utilizado pela planta para a sua manutenção, mas, posteriormente, resulta na liberação de gás carbônico para a atmosfera. Os 50% restantes irão fazer parte do corpo da planta (folhas, galhos, troncos e raízes).
Quando as plantas são comidas por animais herbívoros ou apodrecem e morre, o carbono passa para os microorganismos ou animais que as ingeriram como fonte de energia para a construção e manutenção dos seus corpos - e que também liberam gás carbônico para a atmosfera através da respiração.
Parte do carbono que flui através dos ecossistemas terrestres vai parar no solo, na forma de restos de plantas, animais e cinzas de incêndios (todos resistentes à decomposição). Embora a entrada de carbono no solo seja bastante pequena, a saída também se dá dessa forma, o que faz com que o solo seja o maior reservatório de carbono nos continentes.
Ciclo Marinho
O ciclo marinho de carbono se dá basicamente pelas trocas de gás carbônico entre a atmosfera e os oceanos através de um processo químico denominado “difusão”. Através desse processo, quando a temperatura do oceano está baixa, é realizada a captura de CO2 da atmosfera. Já quando a temperatura é alta, há o registro da liberação do gás carbônico do oceano para o ar.
Essa característica é contrária ao ciclo terrestre do carbono no qual as maiores taxas de captura de gás atmosférico estão nas florestas das regiões tropicais, enquanto que nos oceanos as maiores taxas de captura se concentram nos mares frios das regiões temperadas.
Uma vez no oceano, o carbono capturado na superfície pode ser lentamente transportado por gravidade e pelas correntes para as camadas mais profundas. Pode ainda ser absorvido pelo fitoplâncton através da fotossíntese. Posteriormente o carbono do fitoplâncton se desloca para as profundezas quando morre ou é consumido por outro animal que posteriormente também irá morrer. No oceano o tempo de residência do carbono varia de décadas a milênios, o que faz dele o maior reservatório de carbono do planeta.
|
|
|
|
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD