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O país pretende se tornar líder na produção de elétricos até 2011/Foto: newcar.xcar
A China anunciou um plano que visa transformar o país em um líder mundial na produção de carro híbridos e totalmente elétrico em menos de três anos. A meta partiu do alto escalão do governo e promete estimular a concorrência na briga pelas novas tecnologias automobilísticas. “A China está bem posicionada para conduzir isso”, afirmou o diretor de políticas governamentais na General Motors, David Tulauskas.
Os chineses estão atrás dos norte-americanos e japoneses quando o assunto é a produção de veículos movidos a combustíveis fósseis, mas ao obter as novas tecnologias, a China espera dar um passo à frente da concorrência.
O objetivo, determinado pelos principais líderes do governo chinês, é aproveitar enquanto as três grandes montadoras de automóveis de Detroit (GM, Chrysler e Ford), nos Estados Unidos, estão tentando uma recuperação e se preparar para a briga. Assim, elas enfrentarão a concorrência estrangeira ainda mais dura no futuro, quando as novas tecnologias automobilísticas se tornarem realidade.
Meio ambiente
Além de criar novos empregos e aumentar as exportações, o governo pretende diminuir a poluição urbana e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis com a nova medida.
Uma pesquisa da consultoria McKinsey concluiu que a substituição dos carros movidos a combustíveis fósseis por outros, do mesmo tamanho, movidos a eletricidade, resultaria em uma diminuição de apenas 19% dos gases do efeito estufa nas cidades chinesas.
O motivo seria o fato de que grande parte das emissões de gases poluentes e de fuligem provém da queima de carvão. A atividade é responsável por 3/4 de toda a eletricidade do país e é mais agressiva ao meio ambiente que outros combustíveis, como o petróleo e o gás natural.
Além disso, se por um lado a medida ajuda a reduzir a poluição nos centros das cidades, o aumento da frota desses veículos aumentará a demanda por eletricidade. A consequência será mais carvão queimado nas fábricas e mais gases tóxicos lançados na atmosfera.
Incentivo
Frotas de taxi e agências governamentais receberão subsídio de US$ 8.800 para cada carro híbrido adquirido. A rede elétrica estatal também recebeu ordens para construir estações de recarga em Pequim, Xangai e Tianjin e um painel interagencial está planejando taxas de créditos para consumidores que comprarem carros alternativos.
A China pretende aumentar sua capacidade de produção para 500 mil carros e ônibus, entre híbridos e elétricos, até o final de 2011. O Japão e a Coréia devem produzir juntos 1.1 milhão de carros alternativos até essa data e os Estados Unidos pretendem fabricar 267 mil.
Vantagens
A China ainda leva vantagens quando o assunto é o uso dos carros elétricos. Isso porque os principais problemas desses tipos de automóveis, como a velocidade limitada e a autonomia reduzida, não seriam dor de cabeça para os chineses. O tráfego sempre congestionado não permite altas velocidades e a proximidade entre as cidades não exige longos períodos sem recarregagem.
Mas nem tudo são flores. Como a maioria dos moradores vive em apartamentos, muitos não teriam como recarregar seus carros em casa, o que demandaria a construção maciça de centrais públicas de reabastecimento.
Com informações do The New York Times
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