
O presidente da China, Hu Jintao (em primeiro plano). País é o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo/Foto: Erien Sigal/UN
Dois dos países em desenvolvimento que mais poluem o mundo anunciaram nesta terça-feira, 9 de março, que irão assinar o chamado "Acordo de Copenhague", documento elaborado pelas nações emergentes com apoio dos Estados Unidos durante a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP15), mas que não tem peso de lei internacional (cumprimento obrigatório).
Uma carta oficial do secretariado da ONU sobre mudanças climáticas informou que "vai incluir a China na lista" dos países que apoiam o acordo fechado na reunião realizada na Dinamarca, em dezembro de 2009, de acordo com a Reuters.
A Índia também manifestou apoio ao documento firmado na COP15. "Após cuidadosa consideração, a Índia aceitou tal listagem", afirmou o ministro do Meio Ambiente, Jairam Ramesh. Ao todo, o plano estabelecido na capital dinamarquesa já recebeu a adesão de mais de cem países.
No entanto, a comissária do Ambiente da UE (União Europeia), Connie Hedegaard, afirmou em entrevista ao jornal Financial Times na segunda-feira (8), que o mundo quase certamente falhará em fechar o acordo contra o aquecimento global ainda neste ano. Ela foi a anfitriã da COP15. Em dezembro, os líderes mundiais estarão reunidos em Cancún (México) para participar da COP16.