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Caçador de aventuras
Postado em Turismo Sustentável em 21/02/2010 às 12h00
por Pedro Hijo - Redação EcoD
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Joarley Rodrigues é fundador dos Caçadores de Cachoeiras

Enquanto uns trocam tudo pelos dias de carnaval, folia e curtição, outras pessoas preferem a calmaria da natureza e das matas fechadas. Um exemplo é Joarley Rodrigues, fundador do grupo Caçadores de Cachoeiras. O capixaba se juntou com mais quatro admiradores da natureza para catalogar os pontos turísticos ambientais do Espírito Santo, formando assim, um guia turístico virtual que inclui notas sobre preservação, culinária, lazer, temperatura e dicas de locais desconhecidos pelo grande público. O site, que tem menos de um ano na internet, possui um espaço próprio para os que, assim como Joarley, querem se juntar ao grupo de caçadores.

Como começou a idéia de montar o grupo?

Tudo surgiu por acaso, reuníamos alguns amigos em alguns finais de semana para viajar pelo interior do estado do Espírito Santo para conhecer novos lugares, festas regionais e cachoeiras. Em uma dessas cachoeiras tivemos a ideia de gravar vídeos falando sobre elas e a partir dai criamos um blog, para mostrar às pessoas lugares interessantes dentro de nosso estado. Como a ideia era procurar novas cachoeiras demos o nome de “Caçadores de Cachoeiras”. Outro fato que nos incentivou bastante foi ouvir de muitas pessoas que é difícil achar informações sobre nosso estado e que na maioria das vezes viajavam pra fora por conta disso. Assim novas ideias foram surgindo e hoje nossos temas são turismo, cultura, lazer, esporte de aventura e meio ambiente, onde a pessoa irá conhecer a história dos municípios, pontos turísticos, onde curtir, onde se hospedar, onde comer, como chegar, melhor temporada, ou seja, será um guia do Espírito Santo para o turista capixaba e de todo o Brasil. No blog ficou difícil organizar o conteúdo e queríamos algo moderno e que fosse mais fácil para consultar. Assim nasceu o nosso portal, que já está no ar há 10 meses.

Este contato com a natureza fez crescer a vontade de preservar o meio ambiente, as cachoeiras e todo este ecossistema ou já era algo que fazia parte da sua vida?

Foi algo que cresceu. Não há como estar em contato com o meio ambiente e não sentir a necessidade de preservá-lo. Quem não sente isso é porque ainda falta entender a relação direta que todos temos com a natureza. Em vários lugares que visitamos sempre saímos com sacolas de lixo deixadas por freqüentadores das cachoeiras, parques e reservas e isso já passou da hora de acabar. Nosso foco serão as crianças, se elas aprendem desde cedo poderão fazer um futuro muito mais limpo.

Qualquer um pode ser um caçador?

Qualquer um. Há uma área no portal para se fazer o cadastro. Haverá conteúdos e áreas para a interatividade entre os membros, sorteios de brindes e promoções. O membro receberá nossos informativos e outras ideias interessantes que estão em desenvolvimento. Através desse cadastro, faremos também convocação de voluntários para participar de nossas futuras ações ambientais.

Quantas pessoas formam a equipe?

Hoje, ativos, são quatro. Porém agora com a formação da OSCIP esse número passará a ser de doze pessoas, da presidência e diretoria, e mais cinco exercendo funções vitais para o bom andamento do projeto.

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Equipe Caçadores de Cachoeiras

Quantas cachoeiras já foram catalogadas?

O nosso projeto ainda está no início. Estamos em fase de formação de uma OSCIP, ou seja, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, para arrecadar fundos que viabilizem viajar por cada município do estado do ES para recolher as informações sobre os temas abordados pelo projeto. Estamos trabalhando para que, em breve, as informações sobre a Grande Vitória estejam todas prontas e disponíveis e a partir deste ponto começar as viagens. Os fundos arrecadados pela OSCIP serão destinados a projetos sócio-ambientais como, por exemplo, a conscientização das crianças nas escolas fundamentais e caminhadas ecológicas para reflorestamento e limpeza de praias, rios, lagos e cachoeiras.

E quanto as parcerias do projeto de vocês?

Estamos buscando parcerias com órgãos ambientais do governo e privados, estudantes das áreas de meio ambiente, química e biologia para que haja um trabalho sério, organizado e que trará resultados positivos.

Fale um pouco sobre o projeto sobre o Rio Santa Maria da Vitória

Este é um projeto que escrevemos para participar da Feira do Verde do ano passado, mas que infelizmente não conseguimos terminá-lo a tempo devido a uma série de incidentes, mas em breve retomaremos para apresentar na feira deste ano. A ideia do projeto é fazer um mapeamento dos principais pontos desta bacia hidrográfica, os pontos críticos, sugerir possíveis soluções e oferecer parcerias a outros projetos que tem como objetivo a preservação do Rio Santa Maria da Vitória.

Os caçadores de Cachoeira percorrem as cidades capixabas para que os futuros visitantes tenham facilidade na hora do planejamento de uma viagem. Existe um respeito pelo ecossistema por parte destes novos visitantes?

Pela maioria há. Acreditamos que tudo começa pelos órgãos públicos e seus habitantes locais, uma cidade bem cuidada faz com que o turista pense antes de jogar aquele lixo no chão. Um guia de turismo bem preparado está apto a passar dicas úteis aos turistas de como agir em determinados locais para que haja um respeito à natureza e, assim, à sua preservação. Além disso, os guias são indispensáveis para que o turista aproveite bem o lugar sem deixar passar nada sem conhecer.

A caça por aventuras tem tudo a ver com casos engraçados, não?

Sim, e como. A primeira vez que fomos à Matilde, distrito de Alfredo Chaves no Espírito Santo, não sabíamos o caminho, muito menos onde acampar por lá. Fora isso, éramos em oito pessoas dentro de uma Fiorino com carroceria fechada, dividindo lugar com churrasqueira, colchões, comida, barracas entre outras coisas. A cada meia hora de estrada nós parávamos pra esticar as pernas. Imagina a cara das pessoas quando viam aquele tanto de gente saindo de um carro (risos). No final, quando íamos embora nosso amigo resolveu descer com uma Saveiro para não subirmos com as coisas na mão. Resultado: Estrada ruim, inclinada e o carro cheio de coisas, tivemos que convocar uma galera que estava na cachoeira para dar uma força empurrando o carro para ele subir. Ainda bem que deu tudo certo! Na hora não foi engraçado, mas depois rimos muito lembrando disso tudo.


Confira outras histórias que inspiram:



Tags: Biodiversidade , Cidades Sustentáveis , Cultura , Juventude , Responsabilidade Social , Turismo Sustentável
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Ver Comentários (1)  imprimir  indicar

Bora caça cachú juntos?!!

Comentado por Lizandra Motta em 24/02/2010 01:57

Iradissíma iniciativa!!! e melhor ainda que estamos todos em terras capixabas, vou chegar junto com vcs!
Abraço
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