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Caixas, lençóis, pedrinhas ou um pé de sapato: vale tudo na hora de se divertir de maneira saudável / Fotos: Getty Imagens
Há mais de 80 anos instituída como a data nacional dedicada às crianças, 12 de outubro tornou-se um dia especial para a garotada se divertir. Porém, mais importante que brinquedos e presentes, é a criança se sentir respeitada e amada.
Mesmo na era das tecnologias, é positivo estimular as crianças a brincar livremente e participar de atividades educativas que podem entreter tanto quanto os brinquedinhos eletrônicos. Ainda que, para a maioria das crianças da modernidade, a preferência seja dos aparelhos tecnológicos, não custa nada motivá-las e apresentar formas diferentes de aproveitar o tempo livre, como relembrar antigas brincadeiras e jogos.
A ideia é se divertir junto com as crianças, mostrando a elas algumas das suas brincadeiras de infância. É muito difícil não lembrar das favoritas, mas para ajudar, separamos algumas atividades que aproveitam a ludicidade para resgatar a cultura das brincadeiras antigas. Confira:
Essa brincadeira constitui em, primeiramente, procurar cinco pedrinhas que tenham tamanho aproximado ou confeccionar saquinhos e recheá-los com arroz ou areia. Primeira rodada: Jogue todas as pedrinhas no chão e tire uma delas. Depois, com a mesma mão, jogue-a para o alto e pegue uma das que ficaram no chão junto com a lançada. Faça a mesma coisa até pegar todas as pedrinhas, uma a uma.
Segunda rodada: jogue as cinco pedrinhas no chão, depois tire uma e jogue-a para o alto, porém, agora você deve pegar duas pedrinhas de uma só vez, mais a que foi jogada para o alto. Repita. Terceira rodada: cinco pedrinhas no chão, tira-se uma e joga-se para o alto pegando desta vez três pedrinhas e depois a que foi jogada. Última rodada: joga-se a pedrinha para o alto e pega-se todas as que ficaram no chão.
Uma criança é eleita como chefe, mestre ou "mamãe". Ela deverá ser a única a dar ordens na brincadeira e os demais deverão cumpri-las. O mestre inicia a brincadeira dizendo:
"Mestre: -Bento, bento é o frade
Todos: -Frade!
Mestre: -Na boca do forno!
Todos: -Forno!
Mestre: -Tirar um bolo!
Todos: -Bolo!
Mestre: -Farão tudo que seu mestre mandar...
Todos: -Faremos todos!
Mestre: -Se não fizer ?
Todos: Tomamos bolo!"
Em seguida o mestre deverá ditar a ordem, que pode ser trazer um objeto como um lápis, um batom, um caderno, uma folha de árvore, ou uma dar três pulos, dar uma volta do lugar, correr até determinado ponto e voltar, etc. Se a criança não conseguir deverá pagar uma prenda que pode ser cantar uma música, dançar, imitar um bicho etc.
As crianças se reúnem e uma delas, escolhida para comandar a rodada, fala: - Elefante colorido! Os outros perguntam: - De que cor ele é? E a criança deverá escolher uma cor para que as outras toquem em algo que tenha a cor determinada. Enquanto as crianças correm para procurar a cor que dará a "segurança", o elefantinho tenta pegar aquelas que não conseguiram achar.
Formam-se dois grupos ou dois times, com o mesmo número de crianças. Uma linha é traçada dividindo os dois campos. É fixada uma bandeirinha (que pode ser também um pedaço de pau ou até mesmo um pé de sapato) em cada campo. As duas bandeirinhas ficam na mesma distância da linha central. Depois disso, começa o jogo quando os membros dos grupos tentam invadir o campo adversário, tentando trazer a bandeira para o seu campo. O time que conseguir primeiro é o vencedor.
Durante o jogo a criança que for pega dentro do campo adversário será "colada". Se for pega com a bandeirinha na mão, ficará "colada" no local onde a bandeirinha estava fixada. Se a criança colada não estiver com a bandeirinha na mão, ficará colada no lugar onde foi pega.
Um dos participantes será o Chicotinho Queimado. Ele irá esconder um objeto atrás de um dos participantes, que estarão dispostos em uma roda e deve cantar:
"Chicotinho Queimado
Vale dois cruzados
Quem olhar pra trás
Toma chicotada!"
Quando ele terminar a cantiga, todos devem conferir se o objeto está atrás de si. A criança que encontrar o objeto deve correr e pegar o chicotinho, antes que ele tome o seu lugar na roda.
Bolinha-de-gude, ou simplesmente gude, é uma pequena bola de vidro maciço, pedra ou metal usadas na prática de um jogo muito popular em diferentes partes do globo. As modalidades são tão variadas quanto os nomes que o berlinde (outro apelido das gudes) recebe, variando de cidade para cidade, de rua para rua, de acordo com a criatividade das crianças.
Entretanto, uma das brincadeiras mais popularizadas (o jogo de bolinhas praticado nas histórias da Turma da Mônica) consiste em um círculo desenhado no chão, onde os jogadores devem, com um impulso do polegar, jogar a bolinha. Os jogadores seguintes devem acertar a bolinha, e se conseguirem retirá-la do círculo, elas se tornam suas. Vence aquele que ficar com as bolinhas de seus companheiros.
A parte divertida da pipa vai desde a confecção, que pode ser feita em casa com gravetos e papel seda, até a parte de soltá-la no ar. Nesta hora, é preciso escolher um espaço aberto e ventilado, sem fios e cabos de energia elétrica em volta.
Empinar a pipa pode ser muito simples, permita que a crinça seja o guia e convide-a a comandar pelo fio o papagaio ou arraia (outro nome comum às pipas, que originalmente vieram da China), sem utilizar cerol (mistura de cola e vidro com capacidade de cortar, o que a torna muito perigosa). Praias e campos abertos são bons locais para empinar pipas, pois recebem bastante vento e podem fazer a brincadeira ser ainda mais divertida, fazendo os papagaios irem ainda mais alto no céu.
Faz-se uma roda e todos vão rodando de mãos dadas e cantando a seguinte canção:
“A casinha da vovó,
Cercadinha de cipó,
O café tá demorando,
Com certeza não tem pó!
Brasil! 2000!
Quem mexer saiu!”
Todos ficam como estátua e não vale rir, nem se mexer, nem piscar, nem se coçar. Cabe a quem estiver no controle da brincadeira fazer caretas para que os participantes dêem risadas. Perde quem não conseguir manter-se sério e como "estátua".
Nesta hora, não pode ter apego ao sofá da sala ou a cama nova do quarto: a principal intenção é se divertir! Junte lençóis e colchas, organize cadeiras e sofás para segurá-las e faça uma verdadeira tenda dentro de casa. Quem tiver quintal, vale a pena tentar do lado de fora da casa, na grama mesmo.
Depois de pronta, espalhe brinquedos, almofadas e, como se fosse uma sala de diversão, aproveite o espaço para brincar de casinha, ler histórias ou contar segredos. Outra opção é colocar uma televisão e um DVD dentro e assistir a um bom filme bem juntinhos e com muita pipoca.
Separe dois metros de elástico de roupa e una as duas pontas com um nó. Duas crianças em pé, frente a frente, colocam o elástico em volta dos tornozelos, formando um retângulo. Um terceiro participante faz uma sequência de saltos, pulando para dentro, sobre e para fora do elástico.
O objetivo é fazer tudo sem tropeçar, aumentando o grau de dificuldade de acordo com a altura do elástico. Popularmente, os níveis de dificuldade ganhavam nomes super engraçados, como "Dentro e fora!", "Chocolate! Moranguinho!", "Zig Zag Zug!", "Batatão!" e "Sextinho" - nesta fase, os elásticos ficavam presos as orelhas. As meninas certamente vão adorar essa brincadeira.

A clássica bolinha de sabão também é muito divertida e é uma boa opção para sair um pouco de casa / Foto: Sxc.hu
O filósofo Emmanuel Mounier deu a dica: "A vida é uma aventura aberta, exposta. Não protejam as crianças. Fortifiquem-nas interiormente para que brinquem bem com qualquer espécie de brinquedo". Por isso, vale a pena experimentar, tentar e abusar da criatividade para contribuir com o desenvolvimento pessoal e emocional das crianças.
As brincadeiras recebem, então, especial atenção, pois interagem com a garotada atribuindo à diversão diferentes aprendizados, como a ideia de coletividade, a sádia administração da frustação e a assimilação de regras sociais como respeito e cooperação.
*Com informações do Brasil Escola
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