| O que você espera da Rio+20? | |

O ministro Carlos Minc participa do Fórum de Mudanças Climáticas e Políticas Públicas, em Brasília/Foto: Antônio Cruz/ABr
É com uma proposta de redução de 40% dos gases causadores de efeito estufa até 2020 (com referência nos dados de 1990) que a delegação brasileira vai desembarcar, na primeira semana de dezembro, em Copenhague (Dinamarca), a fim de participar da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15). A confirmação dos indícios adiantados pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, na segunda-feira, 9 de novembro, foi dada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, cerca de 24 horas depois.
“A ministra Dilma falou que o número pode ser 38% ou 42%. Os dados que estão sendo produzidos pelos grupos apontam nessa direção. O que Dilma e Lula não queriam (e com razão) é chegar a um número que não tivesse consistência”, afirmou Minc. Ele destacou que é preciso estabelecer quanto vai ser cortado em cada setor, além de como e com quais recursos.

Depois de dar indícios de que Brasil levaria meta, Dilma chefiará delegação na COP-15/Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr
De acordo com Minc, dos 40% que serão propostos, 20% serão consequentes da queda do desmatamento da Amazônia (80% de redução), enquanto a outra metade deverá vir de ações para preservar o Cerrado, iniciativas que promovam a eficiência energética, utilização do chamado aço verde (produzido a partir de carvão vegetal do reflorestamento) e de biocombustíveis, apenas para citar algumas alternativas.
O ministro se mostrou contente depois que setores importantes da economia brasileira perceberam que irão lucrar com o estabelecimento da meta numérica. Anteriormente, eles temiam que os cortes acarretassem em prejuízos. Segundo Minc, a agricultura ganha produtividade com a recuperação do solo e o plantio direto, enquanto o aço verde deve prosperar como “uma marca que vai abrir mercados”. Em seguida, ele acrescentou: “A gente não vai criar menos empregos, nossos empregos é que vão ser mais verdes”.
Dilma no comando
Minc também confirmou que Dilma chefiará a delegação brasileira durante a COP-15, marcada para os dias 7 a 18 de dezembro na capital dinamarquesa. Ele garantiu estar “confortável” diante da situação e elogiou o interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas discussões sobre mudanças climáticas.
“A ministra Dilma é, sem dúvida nenhuma, a ministra mais importante do governo. O fato de ela chefiar a delegação tem várias leituras, cada um fará a sua. Eu faço a de que o meio ambiente e o clima não são uma coisa exclusiva dos ambientalistas e que todo o governo está vestindo a camisa”, argumentou Minc.
Depois de participar da abertura do 1º Encontro Mudanças Climáticas – Um Desafio para as Políticas Públicas, Minc avaliou que uma possível integração entre a visão ambiental e a visão do desenvolvimentista é boa.
“Vamos imaginar que ela [Dilma] não fosse para Copenhague. Alguém crítico poderia dizer que ela só pensa em desenvolvimento e crescimento. Todas as insinuações, nesse período, podem ser especuladas”, concluiu o ministro.
Leia também
|
|
|
|
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD