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Brasil deve substituir térmicas por eólicas, diz ambientalista
Postado em Energia em 01/02/2010 às 12h30
por Agência Brasil
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“Existe uma coisa chamada curva de aprendizado. No início custa mais, mas, à medida que vai sendo produzido em larga escala, aquilo se torna mais barato", defende Born / Foto: Divulgação

O Brasil deve substituir as termelétricas por energia eólica e fotovoltaica na complementação de sua matriz energética para mantê-la limpa. Essa foi a ideia defendida pelo ambientalista Rubens Born, coordenador-executivo da organização não governamental Vitae Civilis, durante o Fórum Social Mundial Temático da Bahia que terminou no último domingo, 31 de janeiro.

Após participar de debate sobre mudanças climáticas, Born disse que o Brasil utiliza apenas cerca de 2,5% de seu potencial eólico e que essa matriz precisa ser ampliada, mesmo que no início custe mais caro.

“Existe uma coisa chamada curva de aprendizado. No início custa mais, mas, à medida que vai sendo produzido em larga escala, aquilo se torna mais barato. Foi assim com os aparelhos celulares, com a televisão, com o computador. E o Brasil agora está baixando suas emissões espontaneamente, mas vai chegar a hora que ele vai ser obrigado a fazer isso e é melhor que o país esteja preparado.”

Segundo Born, a instalação de equipamentos que geram energias alternativas pode ser mais cara, mas o baixo consumo, depois, compensa o preço.

Ao lembrar que as termelétricas têm tido maior participação nos leilões de energia, o ambientalista classificou de hipócrita o argumento comumente usado para justificar o uso das térmicas, o de que faltam licenças ambientais para as usinas hidrelétricas. E critica os projetos das hidrelétricas.

“Os projetos para as usinas hidrelétricas são mal feitos, não levam em consideração a questão ambiental e, por isso, têm problemas com as licenças. E depois, você pode complementar com eólica ou fotovoltaica. Não precisa ser térmica”, defendeu.

Ele ainda elogiou a iniciativa do governo de baixar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos com baixo consumo de energia. Segundo Born, ações de eficiência no consumo poderiam reduzir em 43% a demanda por energia. “É de ações como essas que nós precisamos. Não dá para ficar pensando apenas na oferta.”


Veja também:

 



Tags: Cidades Sustentáveis , Energia , Eventos Sustentáveis , Mudanças Climáticas
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