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Brasil assume compromisso voluntário de reduzir gases-estufa em até 38,9%
Postado em Mudanças Climáticas em 13/11/2009 às 21h35
por Redação EcoD
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O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) conversa com Dilma Roussef (Casa Civil), observado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva/Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O governo brasileiro assumiu o compromisso voluntário de reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 36,1% a 38,9% até 2020. O anúncio da decisão foi feito pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, na tarde de sexta-feira, 13 de novembro, e significa que o país tentará conter a alta dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na próxima década, ao levar em conta o cálculo do que as tendências indicarem. Com a medida, o Brasil não chegará a fixar uma meta compulsória na 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), em dezembro, na Dinamarca.

Com a proposta voluntária de redução, o governo pretende que o país deixe entre 975 e 1062 milhões de toneladas de gás carbônico na próxima década. Também participaram da reunião, que durou 1h45, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente), Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia), Franklin Martins (Comunicação Social), Antônio Patriota (interino do Ministério das Relações Exteriores), Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, e Luiz Pingueli Rosa, coordenador-geral do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Em suma, o Brasil tentará conter uma tendência de crescimento das emissões, ao adotar medidas capazes de amenizar os problemas ambientais e socioeconômicos que seriam causados, caso o governo não se comprometesse com nenhum objetivo nesse sentido. Sobre esse ponto, Dilma foi enfática ao adiantar que a delegação brasileira na COP-15 não vai aceitar, sob hipótese alguma, pressões para que o país incorpore metas compulsórias, a exemplo do que se reivindica acerca das nações desenvolvidas.

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Governo espera que metade dos cortes nas emissões venha da redução do desmatamento/Foto: leoffreitas

“Não estamos falando em metas porque metas é para países do Anexo 1 [do Protocolo de Kyoto]. Países em desenvolvimento não têm metas. O que nós temos é compromisso voluntário de redução, porque nós não somos iguais aos países desenvolvidos”, afirmou a ministra, no início da semana. Todavia, o comprometimento voluntário do Brasil será apresentado em Copenhague, assim como a proposta de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020.

De onde vem?

Mas a pergunta que se faz depois desse anúncio é a seguinte: como será possível arcar com tal compromisso, mesmo que este seja voluntário? Segundo o governo, metade da taxa anunciada deve ser oriunda da própria diminuição do desmatamento (cerca de 560 milhões de toneladas de gases-estufa). A redução de 40% do desmate na região do Cerrado também será pretendida. Já a outra viria dos setores que mais poluem, como a siderurgia e a agropecuária, além do resultado das iniciativas que buscam investir em energias renováveis. 

Segundo Dilma, o dinheiro para que o país cumpra o seu compromisso voluntário virá do próprio governo federal, que também espera contar com recursos de instituições internacionais, dos governos estaduais e da iniciativa privada.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil emitiria 2,7 bilhões de toneladas de CO2 em 2020, caso não tomasse nenhuma providência para desacelerar esse processo. Já com a redução de cerca de 40% das emissões, a quantidade despejada na atmosfera deverá ser de 1,62 bilhão de toneladas, segundo a projeção.

O inventário anual de emissões do Brasil só deve ser atualizado em 2010, mas um estudo divulgado recentemente pelo pesquisador Carlos Cerri, da Universidade de São Paulo (USP), projetou que o país emitiu algo em torno de 2 bilhões de toneladas de gases causadores de efeito estufa em 2005.


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Tags: Biodiversidade , Ciência e Tecnologia , Economia e Política , Energia , Mudanças Climáticas
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COP 15

Comentado por João Batista Ferreira de Andrade em 16/11/2009 00:44

A nossa proposta para solucionar os problemas do aquecimento do Planeta, na COP 15, e de forma inteligente as questões de geração e de distribuição de energia, protegendo os grandes centros urbanos a partir de uma gestão de qualidade, é não deixar os acidentes naturais se propagarem tanto. Uma mudança de paradigma do modelo atual sem, contudo, perder o que já foi feito, se apresenta como a melhor alternativa.

A mitigação, no atual modelo, só se torna aceitável e compreensível quando a ciência e a tecnologia não tinham alternativas a seguir.

Precisamos circunscrever o sistema de geração e distribuição para cada grande centro consumidor, tendo a alternativa de religá-lo ao sistema global em caso de apagão, blecaute, hacker ou qualquer outro fenômeno que se apresentar.

Pode até parecer paradoxal, mas algumas dicotomias – sem ser cartesiano – são necessárias para compreendermos a extensão de uma visão holística como esta.

Por exemplo, como quer o Mestre Paulo Freire, a competência técnica e o compromisso político são essenciais para orientar a nossa práxis. Compreendemos que muitas vezes isto não acontecia por falta de alternativas científicas ou tecnológicas. Mas, na nossa realidade contemporânea, ciência e tecnologia não deveriam estar dissociadas.

E, nas questões ambientais, desenvolvimento x sustentabilidade, também, devem caminhar juntos.

Se existe uma notória instabilidade elétrica e o mundo todo está se dedicando na busca de uma solução desse problema precisamos, também, de encontrar a nossa. Muitas vezes, quem está de fora enxerga a melhor saída para os problemas...Para solucionar, definitivamente, os problemas apresentados pelo atual modelo em todo o Mundo, a nossa proposta inovadora através de um “Sistema Híbrido...” é o que existe de mais revolucionário para o processo de geração de energia elétrica.

E, de quebra, resolvendo outro grande problema que é o da produção de água potável, que poderá ser produzida em alta escala a partir da dessalinização das águas do mar; ou, até, das salobras, quando for o caso.

Para não sermos repetitivos, e como não somos sectários, sugerimos uma breve leitura da nossa proposta no site:
http://portalexame.abril.com.br/[…]/208300_comentarios.shtml

Professor João Batista Ferreira de Andrade é membro do Fórum Agenda 21 do Estado de Minas Gerais, inventor e pesquisador de fontes alternativas de energia, com pedidos de patentes registradas no INPI. Ex-assessor especial da FIEMG,dedica-se a pesquisas, também, nas áreas educacionais e da saúde mental, como psicólogo clínico.
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