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Bill Gates defende que governos, companhias privadas e fundações devem investir mais em pesquisar e inovações/Fotos: Divulgação
Bill Gates divulgou nessa segunda-feira, 25 de janeiro, sua segunda carta anual - uma avaliação pessoal dos esforços da fundação Bill & Melinda Gates até o momento. No documento, o co-fundador da instituição falou com otimismo dos investimentos feitos em inovações científicas e como essas novidades, aliadas a bons parceiros, podem contribuir com a melhoria da condição humana em todo o mundo.
Para o fundador da Microsoft, a prioridade é investir em inovações, mesmo que os resultados sejam imprevisíveis. Segundo a carta, ele acredita que governos, companhias privadas e fundações podem acelerar esses investimentos. “Governos ricos precisam gastar mais em pesquisa e desenvolvimento, por exemplo, e necessitamos de melhores sistemas de medições em termos de saúde e educação para determinar o que funciona", diz.
Gates destacou como as inovações estão salvando ou melhorando vidas e expandindo oportunidades de forma criativa e inteligente. “Os avanços na educação on-line e o aprimoramento dos professores tornará a educação mais acessível do que nunca. Com vacinas, medicamentos e outras melhorias, a saúde nos países pobres continuará a melhorar. Com melhores sementes, capacitação e acesso a mercados, os agricultores nos países pobres serão capazes de produzir mais alimentos. O mundo vai encontrar formas limpas de produção de eletricidade, a um custo menor, e mais pessoas se livrarão da pobreza”, defende.
Gates definiu o papel da fundação como o de investir em inovações que de outra maneira não seriam financiadas - inclusive algumas que no final podem não ser bem sucedidas. “Arrecadar mais verba é importante, mas esse dinheiro sozinho não vai resolver os grandes problemas. Por isso eu e Melinda somos grandes defensores das inovações capazes de fazer muito mais com os mesmo recursos”, diz.

A Fundação Bill & Melinda Gates já doou US$34,17 bilhões desde a sua criação, em 1994
Aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Um dos pontos de destaque da carta de Bill Gates trata da relação entre o investimento prometido pelas grandes nações para combater o aquecimento global e como isso poderá impactar negativamente o desenvolvimento de regiões carentes do planeta.
Para Gates, os 100 bilhões de dólares anuais acordados durante a COP-15 para ajudar os países pobres a combaterem a mudança climática ameaçam causar cortes perigosos na área de saúde. Segundo a carta, essa quantia representa mais de três quartos da ajuda internacional anual atualmente concedida pelos países mais ricos. "Se apenas 1% da meta dos 100 bilhões de dólares vier de fundos para vacinas, 700 mil crianças a mais podem morrer por causa de doenças evitáveis", alerta.
E isso, segundo ele, poderá trazer consequências negativas para o meio ambiente. "Melhorias na saúde, inclusive no planejamento familiar voluntário, levam as pessoas a terem famílias menores, o que por sua vez reduz a pressão ambiental", defendeu o filantropo.
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