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As casas americanas estão menores e mais eficientes, afirma pesquisa
Postado em Arquitetura e Construção em 01/04/2009 às 20h45
por Redação EcoD
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os americanos estão aprendendo a viver melhor com menos, afirmam os especialistas/Foto: Voj

Quando a arquiteta norte-americada Sarah Susanka reformou sua cozinha, ela não utilizou granito, concreto nem nenhum outro material caro ou agressivo ao meio ambiente. Com plástico laminado e móveis do Ikea (empresa sueca especializada na venda de móveis de baixo custo) ela construiu um ambiente charmoso, barato e amigo do meio ambiente. Segundo uma pesquisa do censo americano, a construção de casas menores e mais simples é uma tendência em forte crescimento nos Estados Unidos.

Ao utilizar materiais inteligentes em um ambiente bem planejado é possível economizar milhares de dólares, afirma a arquiteta e autora do livro The Not So Big House. A tendência vai de encontro ao tradicional "Estilo de Vida Americano", que ostentava residências enormes como prova de sucesso e qualidade de vida.

Há mais de uma década, Sarah promove justamente o oposto desse estilo: casas melhores, e não maiores. E a causa vem ganhando força nos últimos tempos, reforçada pela crise financeira e pelos apelos ambientais.

As casas norte-americanas dobraram de tamanho desde a década de 60, mas parecem estar encolhendo. Em 2008, a dimensão média dos lares no país diminui de 244 m2 para 217 m2. O motivo: os americanos estão aprendendo a viver melhor com menos.

“Está havendo uma mudança na cultura”, afirma Sarah. Os problemas na economia estão forçando as pessoas a repensarem as mega mansões e focarem no que elas realmente precisam, diz a autora do recém-lançado Not So Big Remodeling, um guia para reformas domésticas sustentáveis.

Além de Sarah, outros arquitetos renomados reforçam a teoria e afirmam que o senso comum está voltando a dar prioridade ao que é realmente necessário, quando se trata do tamanho e da estrutura de um lar. “É a casa da nova economia”, avisa a arquiteta Marianne Cusato, criadora da Casa Katrina, abrigo desenvolvido para as famílias atingidas pelo furacão em 2005.

“É uma pena que tenha sido necessário uma crise econômica para que as pessoas adotassem as casas menores”, afirmou o autor do Prefab Green, Michelle Kaufmann. “Pelo menos uma coisa boa isso trouxe”, concluiu.

Mudança temporária?

A única preocupação dos arquitetos é se essa mudança será permanente ou se tudo voltará ao normal após o fim da crise. “Isso é uma tendência e eu não acredito que as casas voltarão ao tamanho que eram”, antecipa o vice-presidente da área de pesquisas do National Association of Home Builders (NAHB), Gopal Ahluwalia. Segundo Ahluawalia, este ano, 9 entre 10 construtores da NAHB trabalharam na construção ou no planejamento de casas menores e mais baratas.

“Nós não precisamos de casas grandes, o tamanho das famílias diminuiu nos últimos 35 anos”, argumenta. Apesar disso, o chefe de economia do Instituto Americano de Arquitetos, Kermit Baker, afirma que assim que a crise passar, muitos americanos irão querer mais espaço do que o que podem pagar agora.

“Você é praticamente um antipatriota se viver em um lugar tão grande”, afirma Christine Brun, autora de Small Space Living. Para a autora, os jovens conscientes não se importam em viver em uma casa de 45 m2, “ele querem apenas que seja um ambiente legal”.

Um dos fatores que pode auxiliar na adaptação a uma moradia menor, é a ligação com o ambiente externo e com a comunidade. Morando em espaços pequenos, as pessoas voltarão a dividir espaços comunitários e brincar nas ruas como antigamente, afirmam os especialistas.

“Eu não sinto que preciso de mais espaço”, afirma Sarah. Para a arquiteta, a redução do tamanho das residências será algo necessário em algum momento. “Estamos passando por um período decisivo, e o resultado disso serão casas mais sustentáveis”, assegura.

Com informações da USA Today

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Tags: Arquitetura e Construção
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