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Artesanato, núcleo de educação ambiental e empresas: meios de sustentabilidade
Postado em Responsabilidade Social em 26/08/2009 às 17h05
por Redaçao EcoD
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Bonecos feitos de papel de jornal reciclado, arame e sobras de tecidos.
Bonecos de papel de jornal reciclado e sobras de pano: para sua criadora, eles são a sua contribuição com o planeta / Fotos: Divulgação

Da reciclagem para o mundo

Preocupada em cuidar da grande casa que é o planeta, Edna Baptista Nascimento desenvolve há 10 anos uma técnica de criação de pequenos bonecos feitos com folhas de jornais velhos e sobras de tecido. Conquistando pessoas em todo o mundo, a ideia da baiana contribui com a geração de renda e ainda ajuda a transmitir a consciência de cuidado com o meio ambiente.

“Para mim é importante porque eu to fazendo a minha parte e passando a outras pessoas a possibilidade de transformar o jornal velho em arte. Se nós não cuidarmos da nossa casa ela acabará sendo destruída, por isso, é preciso colaborar com a preservação do mundo, que é a nossa grande casa”.

Convidada por um projeto social que buscava revitalizar a cultura do bairro onde morava, Edna começou o seu trabalho dando aulas a crianças sobre a criação de bonecos e máscaras feitos com a técnica.

Desde então, o projeto Culturarte, de onde saem as exportações para países como China, Holanda e França, vem atribuindo valor e cultura para as peças feitas com cola, arame, jornais e tecidos.

Educação cultural e ambiental

Dentro de uma reserva ambiental no norte da Bahia, o Sauípe Eco Parque mistura a educação ambiental à valorização da cultura. Com atividades destinadas a comunidade circunvizinha e turismo sustentável para os visitantes, o parque mostra que a arte milenar do povo brasileiro pode ser resgatada de uma maneira sustentável.

Com um museu de historia natural, programas de educação ambiental e turismo de aventura, o parque localizado no Município de Mata de São João tem a intenção de fazer da área de preservação um local de educação ambiental.

Através de atividades de artesanato em cerâmica e com traçado de palha, o projeto estabelece elos entre a cultura indígena e a possibilidade de se viver de uma maneira mais sustentável.
Para dona Angelina Conceição, que contribui com a disseminação da cultura ancestral dos índios tupinambás, a possibilidade de equalizar a balança entre a arte e o potencial de comercialização é importante para a preservação, tanto da cultura, como da natureza.

“Antes disso [da comercialização], as palhas que usávamos ficavam pretas e nós jogávamos na natureza. Agora fazemos a reciclagem dessa palha, compramos tintas e podemos vender o artesanato”.

Novo modelo de gestão

Em entrevista, Fábio Rocha, mestre em responsabilidade social e sustentabilidade e atual sócio-diretor da Damicos Consultoria e Negócios, afirma “um novo modelo de gestão vem se consolidando entre as empresas, e é isso que precisa ser entendido”.

Para Fábio, as empresas já se apropriaram do discurso de responsabilidade social e estão conectadas com o conceito correto, mas ainda há uma distância entre ele e a sua tradução na prática. “Não é apenas uma questão de maquiagem, mas tem empresas que entenderam o tema, têm esse compromisso, mas ainda estão se preparando para o desafio que é este novo modelo”.

O diretor acredita que muitas coorporativas ainda ficam presas a apenas um dos aspectos da responsabilidade social que é a ideia de investimento social privado, quando na verdade, o passo precípuo seria olhar para a administração interna.

“Se perguntar a organizações ou às pessoas posicionadas para liderar esse tema dentro das empresas, automaticamente é pensado na ideia de investir em projetos de responsabilidade socioambientais. Mas isso só faz parte do todo, e nesse conjunto, rever as práticas de gestão e inserir a RSE dentro destas práticas seria o primeiro passo”.

Como exemplo, Rocha fala sobre o momento de crise, onde a personalização do conceito clássico, dentro da empresa, pode ser o grande diferencial. “Precisa-se entender que negócios e sustentabilidade estão extremamente ligados e a pratica sustentável não pode ser vista como um acessório ou algo secundário.”

Essas três diferentes formas de aplicação da sustentabilidade dentro da sociedade são grandes exemplos de como caminhar ruma ao desenvolvimento sustentável. Para conferir as matérias completas acesse o EcoD TV e saiba mais sobre as iniciativas.



Tags: Empreendedorismo , Empresa Sustentável , Responsabilidade Social
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