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Secas extremas que assolam o oeste indiano a cada 25 anos, podem surgir a cada oito/Foto: Maria Hsu
Um estudo divulgado nesta segunda-feira, 14 de setembro, aponta que as catástrofes associadas ao aquecimento global podem reduzir em até um quinto o Produto Interno Bruto (PIB) dos países (até 2030), caso medidas emergenciais deixem de ser tomadas. O documento intitulado "Montando um desenvolvimento resistente ao clima" foi elaborado pelo Grupo de Trabalho para a Economia da Adaptação Climática, formado pelas Nações Unidas em parceria com entidades estatais e privadas.
"Medidas facilmente identificáveis e com boa relação custo-benefício (como a melhoria da drenagem, barreiras marítimas e melhoria nos regulamentos para construções) poderiam reduzir os potenciais prejuízos econômicos resultantes da mudança climática para todas as regiões", informa à nota que acompanha o estudo de 147 páginas. O relatório foi divulgado a exatos 83 dias da 15ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que será realizada em Copenhague, capital da Dinamarca.
O grupo de trabalho examinou oito regiões do mundo, desenvolvidas e vulneráveis, com propensão à secas, furacões, inundações e elevação do nível dos mares, como resultado da mudança climática global. No cenário mais extremo, cheias na Guiana poderiam reduzir o PIB do país em 19% até 2030. Na Flórida, nos Estados Unidos, a economia local encolheria 10% no mesmo período.

Inundações na Guiana poderiam reduzir o PIB do país em 19% até 2030/Foto: multimidiaabr
"Os países precisarão se planejar para a adaptação com muito mais rigor, foco e urgência do que até agora", escreveu em um prefácio ao estudo Nicholas Stern, economista e ex-consultor do governo britânico. "Devemos às pessoas mais vulneráveis do planeta uma combinação do melhor apoio possível para fortalecer a capacidade adaptativa", complementou.
Conta
Uma das maiores discussões às vésperas da COP-15 refere-se ao valor que os países mais industrializados deverão destinar as nações emergentes para o combate ao problema. O relatório constata, por exemplo, que o aquecimento deve aumentar os danos provocados por furacões na Flórida, custando ao Estado US$ 33 bilhões adicionais por ano até 2030.
No estado indiano de Maharashtra, secas extremas, que historicamente ocorrem a cada 25 anos, podem surgir a cada oito anos, o que também resultaria em prejuízos bilionários. O secretariado de mudança climática da ONU avalia os custos, incluindo medidas como o desenvolvimento de cultivos resistentes a secas e o combate a epidemias, em 40 a 170 bilhões de dólares por ano até 2030.
*Com informações da Reuters
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