Economia criativa
Por Aécio Neves
internet.BR completa aniversário
Por Silvio Meira
Razão áurea
Por Marina Silva

Você concorda com a construção de hidrelétricas na Amazônia?
Sim. Há uma demanda energética que justifica;
Talvez. Desde que a exploração seja sustentável;
Não. O governo deveria investir em fontes alternativas.



Arquivos 2011
» Março
» Abril
» Maio
» Junho
» Julho
» Agosto
Arquivo
Arquivos 2008
Arquivos 2009
Arquivos 2010






Amazônia tem a menor taxa de desmatamento em 21 anos, constata Inpe
Postado em Biodiversidade em 13/11/2009 às 13h00
por Agência Brasil
Diminuir Fonte Fonte Padrão Aumentar Fonte

 segundo dados do inpe, desmatamento �o menor desde 1988
Segundo os dados do Inpe, a área de desmate tem a menor extensão desde 1988/Foto: leoffreitas

Entre agosto de 2008 e julho de 2009, a Amazônia perdeu 7 mil quilômetros quadrados (km²) de floresta. É a menor taxa anual de desmate já registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde o início do levantamento em 1988. O número, que superou as expectativas do governo (que previa 9 mil km²) foi divulgado na quinta-feira, 12 de novembro, pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara. “É uma queda substancial. De longe a menor [taxa] desde que o Inpe começou a observação”, afirmou durante apresentação dos dados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e governadores de estados.

A taxa é calculada pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que utiliza satélites para observação das áreas que sofreram desmatamento total, o chamado corte raso. O menor índice registrado até agora era o de 1991, quando os satélites identificaram 11,03 km². Em relação ao período anterior (agosto de 2007 a julho de 2008), quando o desmatamento atingiu 12,9 km², a queda foi de 45%.

 o presidente do inpe, gilberto c�ara, divulga os dados sobre as taxas de redu��o do desmatamento na amaz�ia foto: fabio rodrigues pozzebom/abr
O presidente do Inpe, Gilberto Câmara, divulga os dados sobre as taxas de redução do desmatamento na Amazônia Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

“É um momento de muita alegria constatar que o esforço da sociedade brasileira de conter o desmatamento da Amazônia chegou a um nível muito satisfatório”, destacou Câmara. O Inpe registrou queda em quase todos os estados do bioma amazônico. Em Mato Grosso e no Pará, tradicionalmente líderes dos rankings de desmatamento mensais, a queda foi de 65% e 35%, respectivamente. Em Rondônia, a queda foi de 55%. Apesar da redução, o Pará foi o estado que mais desmatou no período, com 3.680 km², seguido por Mato Grosso, com 1.047 km² , e pelo Maranhão, com 980 km² a menos de florestas.

De acordo com o Inpe, a margem de erro da estimativa anual de desmatamento é de 10%, ou seja, pode resultar em uma variação de 700 km² para ou mais ou para menos quando os dados forem consolidados (até março de 2010).

Desmatamento zero

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, lançarão na segunda semana de dezembro o projeto piloto do programa que promete zerar o desmatamento causado pela pecuária na Amazônia. As primeiras 19.300 propriedades rurais onde serão implantadas as Guias de Trânsito Animal (GTA) Eletrônica no estado já estão georreferenciadas.

A ideia do programa ganhou força depois que em meados de junho deste ano, três grandes redes de supermercados (Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart) decidiram suspender a compra de carne de 11 frigoríficos localizados em áreas apontadas pelo Ministério Público Federal (MPF) no estado como de desmatamento. Somente em 2008, foram abatidos mais de 1,5 milhão de bovinos criados em propriedades rurais paraenses.

Contestação

Em análise feita na sexta-feira, 13, para a rádio CBN, o colunista Sergio Abranches criticou o que chamou de “supervalorização” dos dados do Inpe apresentados pelo governo federal. Segundo o jornalista, informações fundamentais foram sonegadas em nome do marketing político, que teria feito do anúncio uma espécie de palanque eleitoral.

“São números bons, preliminares, mas foram envolvidos em política, em marketing, a tal ponto que acabou ficando uma dúvida: será que na revisão do ano que vem não vamos ter uma surpresa, além da margem de erro anunciada [10%]?”, questionou Abranches. Na opinião dele, o desmatamento da Amazônia ainda é muito extenso, fator que não justifica qualquer tipo de comemoração.

Para Sergio Abranches, o governo deixou de lembrar que a recessão econômica é a principal causa da redução do desmatamento, já que a crise econômica mundial fez com que a demanda pela madeira de área desmatada sofresse uma queda. “O governo também não falou que a soja e a pecuária estão sob relativo controle por causa de uma ação do Greenpeace com empresas, ou seja, pegou a carona”, acrescentou.

Abranches também defendeu que os dados coletados pelos satélites do Inpe deixem de ser anunciados em eventos do governo. “O Inpe é uma instituição séria que pertence ao Estado, pertence às pessoas. Sempre defendi que esses dados sejam divulgados lá no sede do Inpe, em São José dos Campos (SP), para não ter manipulação política”.

Defesa

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, foram as medidas governamentais, como o corte de crédito para produtores irregulares do ponto de vista ambiental e fundiário, o controle da cadeia produtiva da soja, fiscalização e combate ambientais que mostraram eficácia.

“A crise começou a influir a partir de dezembro. A queda do desmatamento começou em junho, portanto seis meses antes”, afirmou o ministro, depois do lançamento do Parque Fluvial do Rio Macabu, na região serrana do Rio. “Quando o desmatamento aumenta, a culpa é nossa, mas quando diminui dizem que é a crise. Então, vamos ser um pouco mais sérios”, ironizou, sem citar nomes.

*Atualizada às 13h05.


Leia também



Tags: Biodiversidade , Ciência e Tecnologia , Economia e Política
Voltar

Ver Comentários (0)  imprimir  indicar
Comentar
Você pode adicionar um comentário, em formato de texto simples, preenchendo o formulário abaixo.
Nome
(Required)
(Required)
(Required)
Enter the word
*A mensagem que estou enviando acima não é um spam




EcoDesenvolvimento é um conjunto de práticas que estimula o desenvolvimento global, reforçando a atenção a questões ambientais, sociais, econômicas, culturais, de gestão participativa e ética...
(Leia mais)


CONTEÚDO
 
Canais Especiais
     
 
UTILITÁRIOS
 
 
 
PARCEIROS
 
 
 
INSTITUCIONAL
 
 
 
unibanco suzano
Etiqueta

O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD