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Fornecedores terão que se adequar para orientar melhor os clientes/Foto:Eleventh Earl of Mar
Historicamente tido como um dos vilões do meio ambiente em todo o mundo, a Wal-Mart, líder mundial do varejo, tem se esforçado nos últimos para anos para desenvolver ações sustentáveis, atitude vital na tentativa de reverter a imagem negativa. Na quinta-feira, 16 de julho, Mike Duke, diretor-presidente da multinacional, lançou um projeto que irá exigir dos mais de 100 mil fornecedores da empresa que apresentem informações sobre uso de água, consumo de energia e emissões de dióxido de carbono (C02) até outubro deste ano.
O objetivo é que a gigante varejista possa transformar esses dados fornecidos em um índice, que estará a disposição dos consumidores nas etiquetas de diversos artigos. No entanto, os primeiros selos “verdes” só deverão chegar às prateleiras em 2011, de acordo com a projeção dos especialistas externos da empresa.
"Eu imagino o dia em que o cliente olhará para um produto, virará uma etiqueta e saberá que grau de sustentabilidade ele realmente tem", relatou John Fleming, diretor de mercadorias da Wal-Mart, ao The Wall Street Journal. "Seria como ler a tabela de nutrientes e calorias de hoje. Mas é preciso adotar um pouco de padronização", comparou. Na concepção do executivo, a padronização também precisa ser lembrada.

Produtos contarão com selo "verde", indicando procedência dos mesmos/Foto: Brave New Films
Mas a missão de tornar claras as informações presentes nas etiquetas é mais complicada do que aparenta. Ao menos essa é a opinião de Len Sauers, vice-presidente mundial de sustentabilidade da fabricante de bens de consumo norte-americana Procter & Gamble. Ele afirmou que esforços similares ao da Wal-Mart têm enfrentado grandes dificuldades, porque as informações oferecidas aos consumidores carecem de sentido. “Os selos também precisam ser cientificamente precisos”, ressaltou.
Os executivos da rede varejista garantem que não aliviarão o lado daqueles fornecedores que deixarem de cumprir com os critérios estabelecidos pela empresa. Cortes em contratos milionários estariam fazendo com que os vendedores que têm a multinacional como principal cliente estejam pensando, seriamente, em tornar mais ecoeficientes seus modos de produção. O empecilho, mais uma vez, atende pelo nome de crise financeira global, responsável pelo enfraquecimento da economia em todo o mundo. É que para ser "verde", também é preciso investir muito.
Ao lançar essa iniciativa, a Wal-Mart pretende controlar melhor o quanto cada produto que comercializa contribui para o aumento do aquecimento global, se os artigos que vende são feitos com substâncias tóxicas ou madeira ilegal, apenas para citar dois exemplos. Se dará certo, só o tempo e a forma com que for implementada dirão, mas ninguém se arrisca a dizer que esse primeiro passo não é válido.
*Com informações do Wall Street Journal.
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