| Você concorda com a construção de hidrelétricas na Amazônia? | |

A última rodada de diálogo entre os membros do CDP Supply Chain, realizada simultaneamente em Londres, Nova Iorque e São Paulo no dia 26 de janeiro, mostrou que a competitividade de uma companhia estará cada vez mais condicionada à sua habilidade de mobilizar fornecedores na redução das emissões de carbono.
O destaque do encontro, mediado no Brasil por Giovanni Barontini, presidente do CDP South America, foi a apresentação dos resultados do Supply Chain Report 2011, produzido pela consultoria de gestão A.T. Kearney, e que fez uma análise das ações de mudanças climáticas e performance de 57 das companhias globais líderes e seus 1.000 fornecedores de diferentes setores econômicos.
De acordo com o documento, mais de 50% das grandes companhias e 25% dos seus fornecedores declararam ter alcançado redução de custos como resultado de atividades de gestão de carbono.
Ainda segundo o relatório, 86% das empresas apontaram benefícios comerciais em trabalhar com os seus fornecedores para melhorar a performance, além de aumentar seu retorno de investimento em mais de 46%.
Outro destaque do documento ficou por conta da relação entre os membros do CDP Supply Chain e seus fornecedores. Segundo a análise, apenas um terço dos fornecedores respondentes tem uma meta de redução de emissões e elas ainda não são suficientemente ambiciosas.
Se esse padrão persistir, por volta de 2015 as emissões globais aumentarão 6% ao invés de reduzirem em 20%, como recomenda o IPCC para que o aumento da temperatura global atinja um limite seguro.
Fatores-chave
Para reverter esse quadro e promover a gestão de carbono ao longo de todo o processo produtivo, o CDP apontou três fatores fundamentais para a construção da mudança (building blocks for dramatic change):
• Consciência estratégica (awareness) – a mudança climática como oportunidade de negócio: todas as empresas participantes do CDP Supply Chain e metade dos seus fornecedores têm uma estratégia formal para combater as mudanças climáticas.
• Reporte de capacidades - cerca de 80% dos fornecedores reportam suas emissões diretas e indiretas, o que significa um progresso comparado a 2010, quando 60% fizeram o registro. No entanto, o reporte de emissões no escopo 3 (cadeia de valor) continua sendo um desafio para a maioria dos negócios. Ainda assim, o número de empresas que acompanham e reportam suas emissões ao longo da cadeia de valor mais que dobrou em 2010, atingindo 45%.
• Implementação de práticas – fornecedores respondendo à pressão das empresas: quase metade das empresas participantes do CDP Supply Chain está integrando o critério de sustentabilidade na avaliação e seleção de fornecedores.
Para a coordenadora do programa de ecoeficiência do Banco Bradesco, Tatiana Pezutto, gerir as emissões ao longo da cadeia produtiva e estabelecer metas de redução para os fornecedores sem uma regulação do governo ainda é um desafio.
“Os fornecedores também demonstram dificuldade em alocar emissões para um único cliente. Muitas multinacionais não oferecem essa informação, o que dificulta o reporte de emissões ao longo de toda a cadeia”, afirma.
As companhias-líderes participantes do projeto, como Bradesco, Fibria, SABESP, VALE, Suzano e AES, também apresentaram seu resultados, como motivação interna, gestão de marca, diferenciação de produto, melhorias de performance e redução de custos.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD