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O empreendedor já recebeu prêmios como Ashoka Fellowship e o Prêmio Skoll de Empreendedorismo Social
Para o especialista em desenvolvimento rural, Paul Rice, as grandes empresas são, muitas vezes, as vilãs quando o assunto é desigualdade social. Mesmo aumentando os números do comércio e contribuindo com o crescimento econômico, os mais pobres nem sempre recebem algum desses benefícios.
Foi essa desigualdade que inspirou o atual presidente da TransFair USA a liderar um movimento que utiliza os princípios empresariais para garantir um comércio justo aos trabalhadores rurais.
Para isso a TransFair faz parcerias com empresas, agricultores e consumidores para garantir que todas as suas necessidades sejam supridas. Assim, os produtores poderão ter condições de trabalho adequadas, os consumidores terão um preço justo pelo que compram e os comerciantes lucro em suas revendas.
Com esse modelo, a TransFair já consegui chegar a mais de 650 empresas nos Estados Unidos (incluindo grandes marcas, como Starbucks, P&G, Green Mountain e Dunkin’ Donuts), lançou o café Fair Trade em 50 mil pontos de venda em todo o país, certificou mais 160 milhões de quilos do produto, e atingiu a marca de US$ 1 bilhão em vendas no varejo em 2007.
A certificação de Comércio Justo já se expandiu para outros produtos, como chá, chocolate, arroz, açúcar, bananas, flores e vinho, e tem ajudado a abrir o mercado americano para mais de 1,4 milhão de pequenos agricultores familiares em todo o mundo, que agora estão recebendo um preço justo para as suas colheitas e melhorando seus padrões de vida.
Pelo seu trabalho como empreendedor social, Rice já recebeu inúmeros prêmios de prestígio internacional, como o "Ashoka Fellowship", o "Klaus Schwab Foundation for Social Entrepreneurship", o "Capitalista Social do Ano" da revista Fast Company (quarto vezes), e o "Skoll de Empreendedorismo Social".
A Social Innovation Conversations (em inglês) entrevistou Paul Rice, que fala sobre as experiências dele no setor do comércio justo.
Já no vídeo abaixo (também em inglês), ele comenta sobre seu compromisso com os produtores de café do Ruanda e porque os consumidores devem beber o café proveniente desse modelo de comércio.
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