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Empresa faz coleta e descaracterização dos componentes do lixo eletrônico/Foto: Divulgação
Encontrar oportunidades de negócio até mesmo no lixo, descartado de forma inadequada no meio ambiente, é um desafio cada vez mais comum em tempos de preocupação com o desenvolvimento sustentável do planeta. No Brasil, por exemplo, discute-se atualmente o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, parte fundamental da política nacional para o setor (sancionada em agosto de 2010), apresentada como o marco regulatório do segmento aqui no país.
Nesse contexto, uma empresa da Paraíba transforma o que ia parar nos depósitos em lucro. Criada aproveitando-se desse novo mercado e do nicho de indústrias nacionais e estrangeiras que utilizam em sua produção material reciclado, a RCTec é um modelo. Com sede no município de Bayeux, na Grande João Pessoa, o negócio é habilitado a fazer coleta e descaracterização dos componentes do lixo eletrônico, como placas de computadores, baterias de celular, teclados e mouses.
O biólogo Flávio Costa, proprietário da empresa, explicou à Agência Sebrae que componentes como plástico, ferro, aço e vidro, além dos metais pesados, retornam ao mercado servindo para equipamentos de informática, para uso geral e para indústrias de dentro e fora do País. "Realizamos campanhas regulares de arrecadação dos componentes e acabamos ajudando quem tem em casa encalhados componentes velhos de telefonia e informática", destacou.
A empresa já recolheu cerca de 80 toneladas de lixo eletrônico desde o início do ano e a expectativa é de que 120 toneladas desse material sejam recicladas até o final de 2011. A RCTec conta com dez pontos de coleta espalhados pela Paraíba.
O trabalho é dividido em duas fases. A primeira é a da identificação e teste das peças passíveis de reaproveitamento, a fim de averiguar se funcionam ou vão ser descartadas. A segunda é a da montagem das máquinas para doação. "Somos uma espécie de socioambiental, já que ao retirarmos esse lixo do meio ambiente, evitamos uma série de impactos negativos", observou Costa ao jornal paraibano A União, em entrevista concedida em agosto deste ano.
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