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Agricultores do Ceará usam energia solar em plantio orgânico
Postado em Micro e Pequenos EcoNegócios em 21/07/2009 às 15h10
por Redação EcoD*
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 Eletrobomba que distribui a água é acionada por energia solar
Eletrobomba que distribui a água é acionada por energia solar/Foto: Divulgação

Está enganado quem pensa que as mais de duas mil e oitocentas horas de sol que o Ceará registra a cada ano, servem apenas para bronzear os frequentadores das belas praias cearenses. Na zona rural de Lavras da Mangabeira, cidade situada no Centro-Sul do estado, por exemplo, um modelo agroecológico surpreende positivamente: é que famílias de agricultores ganham o auxílio da energia solar para plantarem hortaliças orgânicas. Os resultados contemplam geração de renda, preservação do meio ambiente e, é claro, alimentos saborosos na mesa da população local.

A experiência inédita é uma iniciativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), vinculada a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagri) do governo estadual do Ceará, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e do Instituto Agropolos. Por meio dela, quatro famílias que antes só produziam arroz, milho e feijão, produzem agora pimentão, coentro, cebolinha, alface, quiabo e tomate.

Atualmente, essas hortaliças são adquiridas pelos moradores da comunidade de Lavras, mas o excedente da produção é comercializado para o restante da cidade. A freguesia assídua é uma consequência da qualidade dos alimentos, que costuma chamar a atenção dos consumidores. O segredo? Com investimento de R$ 45 mil, foram instaladas nove placas voltadas para a captação de energia solar. Também foram construídos um galpão coberto por tela (estufa) e uma caixa d’água com capacidade para 12 mil litros. O recurso ainda foi usado para a aquisição de uma eletrobomba e de um sistema de irrigação.

 Agricultores produzem hortaliças livres de agrotóxicos
Agricultores cultivam hortaliças livres de agrotóxicos/Foto: Divulgação

A irrigação é feita a partir de um poço já existente no sítio de Oitis, numa área de meio hectare. Além das verduras, foram cultivadas mudas de goiaba, mamão e macaxeira – a produção deverá começar até o fim deste ano. O painel solar produz energia limpa, que aciona uma eletrobomba, pela qual a água é distribuída por gotejamento e pelo método conhecido como Santemo (imersão em suspensão), chegando até as plantações. “O Sítio Oitis [em Lavras] foi escolhido porque tem solo produtivo, água e um trabalho comunitário organizado”, explicou, ao Diário do Nordeste, Kléber Correia, chefe do escritório local da Ematerce.

Compensações

Para o agricultor Cícero Henrique, o melhor de tudo é comprovar que, com o uso de um pequeno painel solar, é possível bombear água e distribuí-la, por gotejamento e pequenos furos em mangueiras, na irrigação do cultivo protegido de tomate, coentro, cebolinha, pimentão e alface. “Evitamos a entrada de insetos (pragas) e temos maior produtividade sem poluir a natureza, bem diferente, caso fossem usados agrotóxicos para o controle de pragas e doenças”, ressaltou.

Já a dona de casa Maria do Socorro destacou que tem feito pratos deliciosos depois que o sistema foi implantado. “Minha família mesmo come frutas e verduras sadias, que não possuem venenos (agrotóxicos)”, comemorou. Outra dona de casa, Emília Araújo, destacou que uma farmácia-viva também será instalada, e que serão produzidos remédios caseiros, à base de eucalipto, capim-santo, cidreira e outras plantas nativas.

De acordo com Kléber Correia, que também é engenheiro agrônomo, a instalação de equipamentos de captação de energia solar começou a ser feita em junho de 2008 e foi concluída em janeiro de 2009. Ele garantiu que a iniciativa deve ser comum, futuramente, nos outros municípios, até porque os custos operacionais do sistema são “quase zero”, bem abaixo dos gastos da irrigação que depende de energia elétrica.

Em junho deste ano, mesmo comercializando os produtos na cidade apenas duas vezes por semana, as famílias arrecadaram R$ 900, mas a tendência é a de que haja um aumento das vendas, até porque a qualidade e a ausência de substâncias químicas são atrativos mais do que suficientes para os consumidores.

*Com informações do Diário do Nordeste no site do Sebrae.



Tags: Biodiversidade , Ciência e Tecnologia , Economia e Política , Empreendedorismo , Energia , Micro e Pequenos EcoNegócios , Responsabilidade Social , Reduzir, Reutilizar, Reciclar
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Pesquisa como fazer um sistema igual este

Comentado por JONAS ELIZEU SOARES DA SILVA em 13/09/2009 22:12

Olá, sou do norte,
mas precisamente de Belém do Pará e tenho uma pequena horta e gostaria de ampliar, e ainda não tenho muita informação sobre energia solar.
muito obrigado

Atenciosamente
Jonas Elizeu
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