 Segurança, tranquilidade e qualidade de vida: o sonho de muitas metrópoles já é realidade em algumas cidades/Foto: jpctalbot
Já pensou em morar em uma cidade onde não existam carros circulando pelas ruas e as pessoas se locomovem a pé, de bicicleta ou transporte público? Calma, isso não é um pesadelo, na verdade, é o sonho de muita gente. Tanto é que algumas comunidades decidiram banir os automóveis e recriaram as cidades, moldando-as especialmente para as pessoas. O resultado pode ser visto na tranquilidade dos moradores, na qualidade do ar e na integração da comunidade. Nessas cidades, os espaços públicos são pensados de forma a dar prioridades aos moradores, e não aos carros, como na maioria dos grandes centros urbanos. O bem estar, a segurança e a qualidade de vida dos habitantes são os principais pontos a serem considerados durante o processo de planejamento urbano público desses locais. Amsterdã (Países Baixos), Copenhague (Dinamarca), Ottawa (Canadá), Freiburg (Alemanha), Bogotá (Colômbia), Londres (Reino Unidos) e Quarry Village (Estados Unidos), são alguns exemplos de cidades que proibiram total ou parcialmente a utilização de carros em suas ruas, avenidas e centros históricos. E quem pensa que essa medida dificultou o transporte de seus cidadãos, está muito enganado. Os próprios moradores afirmam que não possuir um veículo não impede ninguém de se locomover com segurança, conforto e eficiência, mesmo durante os dias mais rigorosos de inverno.  Amsterdã é uma das cidades mais famosas quando se fala em uso da bicicleta como meio de transporte/Foto: aloxe
Medidas integradas Para convencer os cidadãos a deixarem seus carros em casa não bastaram campanhas de conscientização. Os governos aliaram os discursos com medidas como a recuperação do espaço público para atividades de lazer e utilização por pedestres, aumento das áreas destinadas a calçadas, criação de ciclovias e áreas verdes e investimento maciço em transporte público. Além de proibir o uso dos carros em algumas vias, essas cidades criaram medidas para desencorajar o uso do carro, como diminuir o número de vagas para estacionamento, cobrar pedágio urbano para quem circula de carro pelo centro, e aumentar o preço do combustível. Cidades saudáveis Sem os carros, as crianças podem brincar livremente nas ruas, a cidade fica mais silenciosa e limpa e os moradores menos estressados. "Quando eu tinha carro, estava sempre tensa. Desta forma sou muito mais feliz", afirma em entrevista ao jornal New Yok Time a profissional de mídia e mãe de dois filhos, Heidrun Walter. Ao contrário do que ocorre na maioria das cidades, onde há um planejamento inteligente é possível ver lojas, restaurantes, bancos e escolas espalhadas entre as casas e não amontoadas em shopping centers. Com isso o comércio local e os pequenos estabelecimentos conseguem manter sua clientela e reforçar os vínculos sociais. Os resultados da implantação desse tipo de planejamento fizeram com que muitas famílias vendessem ou deixassem de comprar carros e passassem a utilizam transportes alternativos. "Todo o nosso desenvolvimento desde a Segunda Guerra Mundial esteve concentrado no automóvel, e isso terá que mudar", afirma David Goldberg, funcionário da Transportation for America, em entrevista ao jornal New York Times. Acha impossível? Então confira logo abaixo o vídeo produzido pela Interface for Cycling Expertise e saiba como essas cidades conseguiram unir vontade pública e ações políticas e transformaram o caos do trânsito em transporte de qualidade para as pessoas e para o mundo. Com informações do New York Times.
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