| Você concorda com a construção de hidrelétricas na Amazônia? | |
A sociedade está envelhecendo. A expectativa de vida cresce de forma exponencial e em todo o mundo, mesmo nos países em desenvolvimento, a sociedade acompanha o crescimento da parcela populacional que se enquadra na faixa da “terceira idade”.
Esse "boom" de longevidade tem trazido diversas consequências econômicas e sociais e muitas mudanças têm sido feitas para acompanhar essa tendência. Porém, mais do que um crescimento numérico, essas pessoas têm demonstrado que ainda podem contribuir, e muito, com os problemas sociais.
É sobre os impactos dessas contribuições e as questões que a envolvem que a jornalista e vencedora do prêmio Pulitzer, Ellen Goodman, debate nesse podcast do Social Innovation Conversations e no vídeo gravado durante o Purpose Prize Summit 2009 (ambos em inglês).
A jornalista lembra que diversas minorias já se firmaram socialmente, como as mulheres, os homossexuais e os negros, mas que ainda falta uma revolução ligada à afirmação social das pessoas idosas.
"Todas essas revoluções foram sociais e políticas, e não será surpresa se a próxima for para as pessoas mais velhas, redefinindo a 'terceira idade' de acordo com a nossa posição social e com a forma como nós podemos contribuir com a sociedade", afirma.
A jornalista comenta que, ao chegar a certa idade, é comum as pessoas se lamentarem do fato de os momentos mais marcantes de suas vidas terem ficado para trás. Para Goodman, um pensamento mais saudável deveria ser “bom, agora que eu já tenho um ‘ok’ nas minhas maiores obrigações, o que posso fazer para contribuir com a sociedade?”.
Para se manter socialmente útil, mesmo após a aposentadoria, a jornalista defende a necessidade de autoconfiança, bem como uma mudança da imagem e da realidade dos cidadãos da terceira idade.
Com isso, Goodman afirma que as mudanças devem ser internar e externas e que para haver uma inclusão real desse grupo na lista dos empreendedores sociais é necessário que "a sociedade enxergue os idosos como pessoas poderosas e proativas".
"Para reinventar nosso futuro, nós precisamos lutar contra a imagem cultural que o idoso tem hoje e que confunde 'recriação' com 'recreação'", diz. Para a jornalista, deixar de ser um “problema social” para ser uma “solução social” não é algo fácil, nem essa será uma transição rápida, mas trata-se de algo extremamente necessário nos dias de hoje.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD