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Cientistas se reuniram para traçar estratégias sobre o clima do mundo/Foto: Mayra Bernardina/State of the World Forum
Além de ter lançado a campanha Brasil 2020 – Tô Dentro, que busca colocar o país numa condição de liderança contra o superaquecimento, o State of the World Forum (Fórum do Estado do Mundo), realizado desde terça-feira, 4 de agosto, em Belo Horizonte, debateu também uma série de estratégias no intuito de diminuir os impactos causados pela mudança climática. A meta dos mais de 200 cientistas que participam do evento até esta sexta-feira, 7, é adiantar de 2050 para 2020, a redução das emissões de CO2.
Logo na terça-feira, primeiro dia do encontro, Jim Garrison, presidente do Fórum do Estado do Mundo abriu os trabalhos na parte da manhã com o objetivo de explicar quais são os focos e as motivações da campanha.“Queremos catalisar lideranças climáticas ao redor do globo. É hora de cada um assumir responsabilidades”, alertou. Segundo o também historiador, a crise existe não por falta de soluções, mas por não aplicarmos as soluções que já existem.

Jim Garrison quer catalisar lideranças climáticas/Foto: Mayra Bernardina/State of the World Forum
Emília Queiroga Barros, vice-presidente da entidade, ressaltou a importância dos especialistas e a conscientização que as pessoas precisam ter em relação à mudança climática. “Cientistas do mundo todo estão alertando para os riscos crescentes do aquecimento global. O que está em jogo é a nossa própria existência”, afirmou.
Já Lester Brown, cientista mundialmente respeitado nessa área, advertiu que cada país terá que achar alternativas particulares para reduzir as emissões de CO2, já que é impossível impor fórmulas. “Países como a Indonésia não têm o potencial de hidroenergia do Brasil. Em compensação, podem encontrar soluções a partir da geração de energia geotérmica”, exemplificou.
Brasil
O Brasil terá um painel permanente sobre a mudança climática e deverá contar com 300 cientistas para este fim. A informação foi fornecida por Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente. Ele defendeu que o país precisa ser ainda mais atuante em relação à luta contra o aquecimento global. “Ainda não estamos em papel de liderança, mas, sim, de protagonismo. Podemos fazer um importante papel de ponte entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”, projetou.

Aécio Neves (à esq.), governador de Minas, e Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, também participaram do evento/Foto: Mayra Bernardina/State of the World Forum
Em seu discurso, Minc afirmou que o Brasil terá o menor índice de desmatamento na Amazônia dos últimos 20 anos. Dados do Ministério do Meio Ambiente, divulgados na terça-feira indicaram que o índice de derrubada de árvores diminuiu 33% em junho deste ano, em relação ao mesmo período de 2008. Em compensação, os 578 quilômetros quadrados que foram devastados equivalem a metade da extensão do município do Rio de Janeiro.
Durante o evento, Minas Gerais se tornou o primeiro estado brasileiro a aderir à campanha Brasil 2020 – Tô Dentro. “O aquecimento não é uma questão ambiental. Não é uma questão política. É uma questão ética. É uma questão moral. “É preciso acrescentar outros dois R’s às práticas ambientais: Respeito e Responsabilidade”, defendeu o governador Aécio Neves.
Fórum
Dicas práticas para que as pessoas possam colaborar com a preservação do meio ambiente, sobretudo no que se refere ao aquecimento global também foram disseminadas durante o Fórum do Estado Mundo. O evento contou com transmissão em tempo real pela internet.

O cientista Lester Brown afirmou que cada país deve procurar soluções/Foto: Mayra Bernardina / State of the World Forum
As diretrizes que começaram a ser definidas em Belo Horizonte continuarão a ser trabalhadas até a conferência de Washington, entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março de 2010, onde elas serão refinadas com a ajuda de mais cientistas e especialistas de todo o mundo.
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