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O termo “mobilidade” é definido no dicionário como “característica do que é móvel ou é capaz de se mover”, ou ainda como “capacidade e liberdade de mover-se ou ser movido”. Aplicado no contexto urbano, o conceito de mobilidade ganha uma importância fundamental no desenvolvimento e sustentação da rotina das cidades.
A mobilidade urbana se refere à facilidade de deslocamentos de pessoas e bens no espaço urbano. Tais deslocamentos são feitos através de veículos, vias e toda a infra-estrutura (vias, calçadas, túneis, etc.) que possibilitam esse ir e vir cotidiano.
Assim, a mobilidade urbana é um sistema muito mais complexo que apenas o transporte urbano. Ela engloba serviços e meios de deslocamento de pessoas e bens e interage esses fatores dentro dos limites da cidade.
A mobilidade também é um fator fundamental para o desenvolvimento de uma região, já que a disponibilidade de meios (automóveis, ônibus, metrôs, bicicletas, etc.) e infra-estrutura adequados para os deslocamentos de pessoas dentro da cidade é essencial para que o comércio de produtos e serviços possa acontecer.
Com o crescimento físico e econômico da área, mais pessoas e bens vão passar a fazer parte daquele complexo e, consequentemente, vão precisar se deslocar. Dessa forma, a cidade precisará estar preparada, com meios e infra-estrutura adequados para servir a essa nova demanda.
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Esse sistema cíclico faz com que o planejamento da mobilidade de uma determinada cidade seja fundamental para evitar o caos e permitir que ela se desenvolva sem problemas.
Por isso é necessário pensar sobre como se organizam os usos e a ocupação da cidade e qual a melhor forma de garantir o acesso das pessoas e produtos ao que a cidade oferece (locais de emprego, escolas, hospitais, praças e áreas de lazer) - não apenas pensar os meios de transporte e no trânsito.
Promover o deslocamento de pessoas e não de veículos
Alguns dos grandes problemas dos centros urbanos atuais são o trânsito caótico e os longos engarrafamentos. Em muito, isso é causado pela grande quantidade de carros individuais existentes nas ruas e na crescente frota desses veículos.
A média mundial de ocupação de veículos é de 1,2 passageiros por carro. Isso significa quase um automóvel por pessoa na rua, o que contribui significativamente para a falta de espaço no trânsito.
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O privilégio ao carro em detrimento aos pedestres, seja nas ruas, nos locais para estacionamentos e até nas calçadas, é um tema que vem sendo constantemente debatido por especialistas e profissionais da área.
Medidas para reduzir e até reverter esse cenário, como pedágios urbanos, bloqueio de ruas para carros e incentivo ao transporte público já têm sido adotadas em muitos países.
Para os especialistas, investir em transportes públicos de qualidade e adequados para cada região, planejar a cidade de forma a evitar longos deslocamentos e incentivar o uso de bicicletas e até de caminhadas como forma de se deslocar de um local a outro são soluções viáveis e capazes de melhorar a mobilidade dos grandes centros urbanos.
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