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Distância entre o acesso à saúde e os migrantes preocupa a ONU/Foto: Dude Crush
O bem-estar de cerca de 1 bilhão de trabalhadores migrantes no mundo é afetado pelo acesso limitado a serviços de saúde, pobreza e má condição de trabalho.
A constatação foi feita durante conferência sobre o tema, em Madri, patrocinada pelo governo da Espanha, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e com a Organização Internacional para Migrações (OIM).
Direito à Saúde
O encontro de três dias termina nesta sexta-feira, 5 de março, e reúne representantes governamentais, acadêmicos e especialistas de mais de 100 países.
O diretor da unidade de Estratégia, Políticas e Gestão de Recursos da OMS, Daniel Lopez Acuña, afirmou que a migração é um dos principais fatores sociais da saúde no século 21. Ele ressaltou que o tema é o elemento central para a coesão social nas sociedades contemporâneas. Segundo a agência, o direito à saúde vale para todos os migrantes.
A representante da OIM em Portugal, Monica Goracci, informou à Rádio ONU, de Lisboa (Portugal), que muitos fatores limitam o acesso aos serviços de saúde nos países que recebem essas pessoas.
Exclusão
"A pobreza, estigma, discriminação, exclusão social, barreiras linguísticas e diferenças culturais são alguns desses fatores. Muitas vezes os migrantes são separados das famílias, não conhecem os procedimentos administrativos e legais e nem sabem que tem direito à saúde", acrescentou Goracci.
Em dezembro de 2009, a Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu aos Estados membros para facilitarem o acesso de todas as crianças migrantes aos serviços de saúde.
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