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Apesar dos avanços em alguns países, a redução progressiva da área florestal e o aumento das emissões de gás carbônico (CO2) estão prejudicando a implementação da sustentabilidade ambiental, uma das Metas do Milênio, na América Latina e no Caribe.
A conclusão está no relatório 'Objetivos de Desenvolvimento do Milênio', lançado nesta quarta-feira no México pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, em parceria com outras agências da ONU.
Emissões
Segundo o estudo, a taxa de desmatamento da região é o dobro da média mundial. Entre 1990 e 2005 a área coberta por florestas encolheu 7%, o equivalente à perda de quase 69 milhões de hectares. 86% desse total ocorreu na América do Sul, principalmente na Amazônia.
No mesmo período, as emissões de dióxido de carbono cresceram 41%, devido à queima de combustíveis fósseis e à produção de cimento. Estima-se ainda que a região seja responsável por 48% das emissões globais por mudanças no uso da terra.
O relatório também destaca alguns progressos, como o aumento de 120% da superfície total de áreas protegidas, a diminuição de 85% do consumo de substâncias que afetam a camada de ozônio e o crescimento de 10% da cobertura de água potável.
Urbana
A Cepal alerta que a população urbana que vive em favelas é de 31% e existem mais de 100 milhões de pessoas em condições inaceitáveis na região.
O estudo pede mais esforços para o desenvolvimento ambiental sustentável, visão mais ativa sobre as mudanças climáticas e levantamento sistemático de informação para avaliar a situação da América Latina e do Caribe.
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