| O que você espera da Rio+20? | |

Derretimento acelerado das geleiras do Ártico preocupa a ONU/Foto: orvaratli
Os países terão de ser muito mais ambiciosos no corte de emissões de gases de efeito estufa se o mundo quiser conter o aumento de no mínimo 2ºC na temperatura global.
A conclusão é de um novo estudo divulgado na terça-feira, 23 de fevereiro, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em Bali, capital da Indonésia.
Meta
O documento indica que as emissões globais precisam ser reduzidas de 48% a 72% entre 2020 e 2050. O resultado seria um corte de 3% ao ano num período de três décadas.

O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, pediu que as nações se comprometam com a chamada "economia verde"/Foto: Devra Berkowitz/UN
Segundo a ONU, caso a medida seja aplicada, a probabilidade de a temperatura do planeta subir abaixo de 2ºC no período citado é de 50%.
2050?
Para a ONG State of the World Forum (Fórum do Estado do Mundo), responsável pela criação de uma rede de lideranças globais comprometida com o desenvolvimento do planeta, o prazo até 2050 é "muito alongado" e deve surtir pouco efeito.
A organização que implantou a campanha "Brasil 2020 - Tô Dentro", defende que os governos de todo o mundo se comprometam com metas importantes de redução das emissões até 2020, no intuito de que haja um corte de 80% dos gases de efeito estufa em nível global na próxima década.
Ao todo, o estudo do Pnuma analisou 60 economias de países desenvolvidos e em desenvolvimento que apresentaram resultados em encontro realizado em dezembro, depois da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague (Dinamarca).
Transição
Segundo o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, os dados mostram a situação dos países nesse sentido e de que forma as nações podem estabelecer objetivos.
Ele afirmou que existem vários motivos para que os países façam a transição para uma economia verde eficiente e com baixo teor de carbono. Steiner acrescentou que as fontes de segurança energética, os cortes na poluição do ar e a diversificação também são importantes.
Algumas iniciativas incluem investimentos de mais de US$ 22 bilhões (o equivalente a R$ 39 bilhões) para a redução de 25% do desmatamento florestal até 2015, além de um projeto de desenvolvimento sustentável no estado brasileiro do Amazonas, onde famílias recebem US$ 28 mensais (R$ 50) caso as árvores deixem de ser cortadas.
- Ouça esta notícia em Podcast -
Leia também
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD