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A alta comissária da ONU, Navi Pillay, ficou preocupada com a situação dos migrantes e ciganos que vivem na Itália
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, encerrou nesta quinta-feira, 11 de março, uma visita de dois dias à Itália.
Em comunicado, ela afirmou que manteve encontros com autoridades italianas, ministros e representantes de organizações não governamentais.
Pillay informou que visitou dois campos de ciganos na periferia de Roma e ressaltou que teve a chance de conhecer a realidade de algumas questões discutidas com o governo italiano, como a situação das minorias políticas, dos migrantes e aqueles que procuram asilo na Itália.
Ela enfatizou às autoridades a necessidade de liberdade de imprensa e o estabelecimento de uma instituição de promoção e proteção de direitos humanos no país.
Segundo Navi Pillay, as preocupações centrais relacionadas aos migrantes estão ligadas à políticas de criminalização e segurança que levam homens, mulheres e crianças que não cometeram nenhum delito a passar mais tempo na prisão do que os próprios condenados.
Ciganos
A alta comissária da ONU levantou questões sobre os direitos humanos dos ciganos, como cuidados com a saúde e educação, especialmente os que vivem em acampamentos espontâneos.
Navi Pillay admitiu ter ficado alarmada com relatos negativos sobre migrantes e ciganos por parte da mídia, políticos e autoridades.
De acordo com ela, uma pesquisa com mais de 5,5 mil reportagens de televisão mostrou que apenas 26 não relacionavam imigração com crimes ou segurança.
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