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Barcelona sedia o último encontro antes da COP-15/Foto: High Dynamic Range Pictures
A cidade de Barcelona, na Espanha, sedia desde segunda-feira, 2 de novembro, o último encontro de negociações sobre mudanças climáticas promovido pelas Nações Unidas antes da 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), que será realizada nos dias 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, capital da Dinamarca. O evento na metrópole espanhola segue até sexta-feira, 6, e reúne cerca de 4 mil delegados de mais de 180 países.
O encontro em Barcelona marca a fase final de negociações prévias à COP-15, e tem a missão de conseguir algo que as demais reuniões internacionais sobre o tema não alcançaram: encontrar opções claras para o estabelecimento de um novo acordo global contra o superaquecimento da Terra. A cúpula da União Europeia realizada em Bruxelas (Bélgica) nos dias 29 e 30 de outubro, não trouxe os avanços esperados pela comunidade internacional.

Obama ainda não definiu se vai à COP-15/Foto: en.cop15.dk
"O relógio já chegou quase a zero e, como sempre, o tempo voa", advertiu o chefe da ONU para a mudança climática, Yvo de Boer. Ele ressaltou que os cinco dias da conferência de Barcelona devem ser considerados como críticos no caminho para o êxito em Copenhague. "Têm que ser utilizados com sabedoria", completou.
A primeira vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández De la Vega, anunciou que a Espanha doará € 100 milhões adicionais até 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, com o objetivo de ampliar os esforços na luta contra as mudanças climáticas.

De Boer está preocupado com a falta de definições às vésperas da COP-15/Foto: World Economic Forum
De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, responsável pela organização dos debates, é preciso reduzir em pelo menos 50% as emissões de dióxido de carbono (CO2) do mundo nos próximos 40 anos para se evitar o avanço do aquecimento global.
Prestação de contas
Segundo o secretário-executivo do órgão, Yvo de Boer, todos os países devem prestar contas sobre o que estão fazendo para deter as consequências da mudança climática em seus territórios.
Na abertura do encontro, De Boer afirmou que as nações mais ricas devem assumir o compromisso de reduzir as emissões de gases poluentes em médio prazo e que as economias emergentes também devem limitar o avanço do problema com o apoio dos países desenvolvidos.
Ele defendeu ainda a criação de uma governança global capaz de gerenciar os recursos necessários para adequação às expectativas ambientais, levando em conta as diferenças econômicas e sociais dos países.
Ao longo de todo o ano, cidades como Bangkok, na Tailândia, e Nova York, nos Estados Unidos, sediaram negociações prévias para discutir as expectativas globais sobre o novo pacto climático previsto para ser assinado na COP-15. Um fator que causa receio diz respeito ao fato de que tais negociações deixaram de avançar devido aos embates dos países desenvolvidos e os em desenvolvimento - principalmente ligados as metas quantitativas de redução de emissões e valores a serem destinados para a adaptação e mitigação do aquecimento global.
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