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Temas como o financiamento de tecnologias para países em desenvolvimento estão no centro das discussões/Foto: Ryan Brown
Mais de 175 países e representantes do setor privado deram início na segunda-feira, 28 de setembro, à penúltima rodada de negociações a caminho da assinatura de um novo acordo climático para substituir o Protocolo de Kyoto, em Bangkok, capital da Tailândia.
A 4ª Rodada de Negociações Sobre o Acordo Global do Clima, também chamada de Cúpula de Bangkok, conta com a participação da Comissão Econômica e Social da ONU para a Ásia e Pacífico (Escap), e pretende discutir novas estratégias para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2), além de debater a degradação florestal nos países em desenvolvimento. As reuniões seguem até 9 de outubro.
Emissões
Na abertura dos debates, a sub-secretária-geral da ONU e secretária-executiva da Escap, Noeleen Heyzer, afirmou que os países emergentes têm condições de adotar uma política eficiente de redução das emissões, desde que não estejam sozinhos nessa missão.

Sub-secretária-geral da ONU defende auxílio financeiro e tecnológico aos países em desenvolvimento/Foto: Devra Berkowitz
Heyzer pediu que as nações em desenvolvimento recebam financiamentos e tecnologia adequada para conseguirem combater o fenômeno da mudança climática em seus territórios.
Barcelona
Na última semana, durante um encontro sobre o clima promovido pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na sede da organização, em Nova York, cerca de 100 chefes de estado presentes também defenderam o apoio aos países mais vulneráveis e o comprometimento das nações industrializadas em reduzir a emissão dos gases causadores do efeito estufa.
Em novembro, a cidade de Barcelona, na Espanha, sediará a última rodada de negociações sobre o assunto antes da 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), que será realizada de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.
Prática e discurso
Para a rede ambientalista WWF-Brasil, o encontro na Tailândia deve ser encarado sob o seguinte lema: "hora de agir conforme os discursos", um recado direto aos governos de todo o mundo que têm prometido contribuir para o corte de emissões de gases poluentes na atmosfera - principalmente os de países desenvolvidos. “Se os delegados e negociadores não acelerarem o ritmo em Bangcoc, serão pequenas as chances de que um acordo global de clima seja assinado em dezembro na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima”, projetou o texto publicado no site da ONG.
“Além disso, é preciso chegar a um denominador comum sobre temas como redução de emissões e medidas de financiamento e de adaptação. Em Bangkok, a sociedade civil vai pressionar os delegados para que se tenha em dezembro um acordo global de clima justo, ambicioso e eficiente”, completa a nota dos ativistas.
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