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Ban Ki-moon preferiu destacar pontos positivos da carta de intenções/Foto: Mark Garten/UN
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15) " um êxito" e sustentou que a carta de intenções alcançada pode até não satisfazer a todos, mas representa um passo importante. O sul-coreano falou nesta segunda-feira, 21 de dezembro, sobre os aspectos fundamentais incluídos no "Acordo de Copenhague", na sede da entidade, em Nova York.
Ban ressaltou o documento produzido pelos Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul, no qual estão listados objetivos de mitigação dos gases-estufa em curto prazo assumidos por nações desenvolvidas e emergentes. No entanto, o secretário-geral da ONU evitou falar que a carta de intenções foi reprovada por algumas nações, como Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Sudão.
Ele reconheceu que o acordo não atende à avaliação científica para manter o aumento da temperatura global abaixo de 2ºC nas próximas décadas, mas, segundo Ban, sem esse consenso a perspectiva de elevação de temperatura seria de até 6ºC.
Financiamento
O secretário-geral da ONU sublinhou como um dos aspectos mais importantes do texto o estabelecimento de um fundo para ajudar os países mais vulneráveis, com US$ 30 bilhões anuais até 2012, e US$ 100 bilhões por ano até 2020. Ele também fez um apelo para que os governos comecem a trabalhar o mais rápido possível para colocar em prática o Acordo de Copenhague.
Ban adiantou que irá manter contato nos próximos meses com os líderes mundiais para que os compromissos sejam cumpridos rapidamente. Ele informou que a ONU deve estabelecer um painel de alto nível sobre desenvolvimento e mudanças climáticas no início de 2010.
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