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Um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) revela que ataques políticos e ideológicos contra escolas, professores e alunos tem aumentado no mundo.
O estudo Educação sob Ataque, publicado pela primeira vez em 2007, mostra que as escolas são alvo sistemático, principalmente em países como Afeganistão, Paquistão, Índia e Tailândia.
Ataques
Só no Afeganistão o número de ataques quase triplicou entre 2007 e 2008, passando de 242 para 670 no período.
O relatório da Unesco também ressalta a violência sexual contra meninas e mulheres em áreas de conflito, como na República Democrática do Congo, Haiti, Indonésia e Iraque.
Outros dados apontados pelo documento são os espancamentos, prisões, torturas e ameaças realizadas por forças nacionais contra estudantes, professores e acadêmicos em diversos países, incluindo o Brasil.
O texto ressalta a ocupação de oito escolas municipais no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, entre maio e julho de 2007, por policiais armados.
Base
Segundo a Unesco, os locais foram usados como base para ataques contra traficantes de drogas, mobilizando 1,3 mil policiais civis e militares em áreas frequentadas por alunos.
O relatório cita ainda o uso desses mesmos locais como abrigos por grupos armados e um caso, em junho de 2008 no Rio Grande do Sul, quando escolas lideradas pelo Movimento dos Sem Terra foram fechadas pela polícia.
A Unesco diz que a prevenção de futuros ataques depende da compreensão dos motivos dessas ações, que estariam relacionadas a revanches por assassinatos, silenciar defensores dos direitos humanos, minar o controle do governo e impedir a educação de meninas.
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