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Para começar, Zen não é uma religião. Nem uma filosofia. É uma prática. Uma atitude, uma forma de ser. Claro que você pode ser, enquanto religião, um zen-budista. Qualquer que seja sua religião ou crença, porém, você pode adotar uma postura e uma prática zen.
Hoje em dia existem grupos zen no mundo inteiro, inclusive no ocidente. Existem cristãos, judeus, muçulmanos, que praticam a meditação zen, e – principalmente - seguem as práticas zen na sua vida diária.
Ser zen não é ser calmo e tranquilo apenas. Ser zen é ser consciente. É saber de si e dos outros, identidade e alteridade. É respeitar a vida, a natureza, o próximo, quem que seja o próximo, ou mesmo por mais distante que este próximo esteja. A primeira crença do zen é a consciência. A segunda é a prática da meditação com exercício da consciência. O grande mandamento zen é o respeito.
Marketing, independente das definições clássicas ou teóricas, é o relacionamento com o consumidor. É a satisfação do consumidor. Juntando as duas coisas, marketing e zen, podemos listar algumas práticas que levam ao marketing zen, e, o que é mais importante, ao marketing eficiente competente.
Em primeiro lugar a consciência. Em termos zen a consciência é o exercício constante do estado de alerta. É este estado de alerta que leva à calma, à ponderação, ao equilíbrio pelo qual o zen é tão conhecido. Em termos de marketing esta consciência significa conhecer a si próprio, à sua empresa, o que ela tem de força e fraqueza, de bom e de ruim, e acima de tudo saber o que desejamos, construir uma visão empresarial clara e conhecida e praticada por todos na empresa. Conhecer o consumidor, o mercado e a concorrência. Estar no mundo de forma competente.
O segundo movimento zen é o respeito. Respeito ao consumidor, ao cliente, busca constante de sua satisfação.
Qualidade de produto, de comunicação, de atendimento. Ética, verdade, justiça.
Ainda como princípio básico a prática estratégica da meditação. Decisões são tomadas com o coração e com a cabeça.
Intuição é importante, mas consciência é mais importante.
Meditação, em termos empresariais, significa pensar coletivamente, desenvolver planejamento estratégico, visão empresarial, escrever, compreender e praticar missão e os valores da empresa. Isto é a prática da meditação, individual e coletiva.
É bom saber que existe uma boa literatura zen no mundo inteiro, infelizmente pouco no Brasil. Albert Low, um ex-executivo canadense que se tornou um mestre zen, escreveu um livro, que não existe ainda em português e que se chama “ Zen e a Gerência Criativa” . Neste livro ele coloca como fundamento da gerência zen o conflito: acionistas, consumidores e funcionários. Acionistas querem o maior lucro. Consumidores querem o melhor produto ao menor preço. Funcionários querem os melhores salários e a melhor carreira. Só uma gestão consciente e inteligente pode resolver este conflito, e canalizar a empresa para a rentabilidade e a satisfação do consumidor. Uma gestão zen. Consciente e competente. Isto é marketing zen.
é consultor de estratégia empresarial.
E-mail: ronaldzcarvalho@gmail.com
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