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As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade?
Sim. Elas têm sido feitas dentro do cronograma para a Copa.
Sim. Têm sido construídas de acordo com a necessidade local.
Algumas sim. Mas não todas que são necessárias.
Não. Só as obras dos estádios avançam.



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Ricardo Young
Governança global
Por Ricardo Young

A conferência de Cancún foi a conclusão de uma concorrida agenda climática para 2010. Apesar das baixas expectativas, entregou mais do que se esperava, menos do que deveria e mostrou que a governança global implica sim em concessões ao conceito de soberania nacional.

Durante a semana, e reforçado pelo apelo dramático do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, havia uma sensação geral de que o que estava sendo colocado à prova na COP-16 não era a capacidade maior ou menor dos países de chegar a um acordo razoável sobre as mudanças climáticas.

O que estava sendo colocado à prova era a própria capacidade do sistema multilateral de dar respostas reais às crescentes demandas de uma governança global sem a tutela das outrora grandes potências, a exemplo do Conselho de Segurança da ONU.

O grande desafio é a maioridade de um sistema que tem como principal atribuição a arbitragem do que representa "responsabilidades comuns, porém compartilhadas", tratando cada delegação nacional como soberana, mas cada uma, igualmente, indispensável à grande concertação.

O fracasso sucessivo na implantação de diversas políticas convencionadas no sistema multilateral, na ultima década, chegou a provocar declarações de que as ONGs e o setor privado deveriam pressionar para mostrar que a sociedade global não toleraria mais um fracasso.

Em maior ou menor grau, Cancún mostrou que, apesar dos tímidos avanços, não há como dispensar a participação desses setores nas COP.

Assim, quase que de forma caótica, as COP vão desenhando um novo espaço para a expressão das dinâmicas globais. A convergência do mundo multilateral, do setor privado global e das ONGs se tornou inevitável.

Durban, fase derradeira do que realmente interessa: a Rio +20, convoca a todos para um engajamento ainda mais radical para o desenlace positivo de um acordo duradouro já em 2011. As sementes desta possibilidade estão contidas no precário acordo de Cancún, mas não fertilizarão sem o cuidado zeloso de todas as partes interessadas.

Assim, alvissareira foi a ideia da União Global pela Sustentabilidade, que surgiu como uma possibilidade real de convergência.

ONGs e empresas brasileiras, em parcerias com organismos internacionais, estão propondo uma reunião preparatória para a Rio +20 em setembro de 2011, com o objetivo de demonstrar que, enquanto os delegados arrancam acordos a fórceps, a sociedade civil mundial e o setor privado já têm os elementos fundamentais para balizar uma nova economia de baixo carbono.


Ricardo Young

Empresário, graduado em Administração de Empresas pela FGV, presidente do Conselho Deliberativo do Yázigi Internexus; foi presidente da Associação Brasileira de Franquias (ABF). Foi presidente do Instituto Ethos; conselheiro das organizações Global Reporting Initiative (GRI) em Amsterdam, Holanda, Accountability, em Londres (Inglaterra) e Grupo de Zurich (Suiça).

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