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As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade?
Sim. Elas têm sido feitas dentro do cronograma para a Copa.
Sim. Têm sido construídas de acordo com a necessidade local.
Algumas sim. Mas não todas que são necessárias.
Não. Só as obras dos estádios avançam.



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Oscar Motomura
Um problema por vez?
Por Oscar Motomura

Li outro dia um artigo de um especialista americano sobre o esforço de Obama e sua equipe para assegurar planos em todas as frentes que, direta ou indiretamente, teriam relação com a recuperação da economia americana. Dizia o articulista: “… temo que, ao tentar fazer tudo de uma vez, eles não façam nada bem”. Achei também reveladora do modelo mental do articulista uma outra frase: “Saberemos (caso a estratégia de Obama seja bem sucedida) que os especialistas do governo são capazes de desenhar e executar uma mudança transformadora de cima para baixo…”.

Em minha opinião, há aqui dois equívocos. Primeiro, a ideia de que é resolvendo um problema de cada vez que se chega lá. Num contexto complexo como o que vive hoje a economia americana, o que seria atacar um problema de cada vez? Com que critérios fazer a lista de prioridades? Além disso, atacar antes os problemas que estão no topo da lista significa que os outros vão ter de esperar? E quais as consequências disso? Eventuais desastres, que acabarão pondo a perder o que eventualmente se conseguiu “resolvendo” o prioritário?

Num contexto complexo como o da economia americana de hoje, que critérios usar para uma lista de prioridades?

Num processo mais “mecânico” de liderança, a ideia de se trabalhar um problema de cada vez parece natural. Num processo mais biológico, não. Quando se considera a sociedade como um organismo vivo altamente complexo, é preciso pensar no todo, nas interconexões, na interdependência entre as partes. Restaurar a saúde da sociedade pode significar trabalhar, sim, o todo “de uma só vez”.

O segundo equívoco: num raciocínio mais “mecânico”, é comum resolver problemas em processos de cima para baixo. No “biológico”, porém, leva-se em conta também a capacidade do próprio organismo de se cuidar.

Quando Obama diz “Não podemos enfrentar com sucesso nenhum de nossos problemas sem enfrentar todos eles”, que modelo mental está revelando? Seus planos, por outro lado, não me parecem “de cima para baixo”, mas o que se espera de um verdadeiro líder, em momentos de crise. Uma direção clara. Uma filosofia consistente. Valores inequívocos.Tudo isso comunicado com transparência. A todos. Num verdadeiro chamado à ação. Num processo que conta com a iniciativa e a capacidade de autogestão, de auto-organização de todas as instituições, todos os grupos, todas as pessoas da sociedade.

Essas reflexões aplicam-se ao que está acontecendo hoje em sua organização e em nosso país? Atacar um problema de cada vez ou “trabalhar o todo”, inclusive as questões nucleares (como o resgate da ética, a erradicação da corrupção e a transformação cultural), que têm sido sistematicamente evitadas por sucessivos governantes – nem sempre líderes – de nosso país? Algo a ser resolvido em processos mecânicos, de cima para baixo, ou de forma natural, biológica, também de baixo para cima, com a participação dos cidadãos conscientes de nosso país?


Oscar Motomura

*Oscar Motomura, diretor geral da Amana-Key, empresa especializada em inovações radicais em gestão.
Contato: motomura@amana-key.com.br

PODCASTS

  • A Carta da Terra
    Oscar Motomura conta como atua nesse movimento de âmbito mundial e explica mais detalhadamente o que é e como funciona a “Carta da Terra” e como ela transcende os limites definidos pela questão ambiental, incluindo no conceito de sustentabilidade em várias outras dimensões.
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  • Proprósitos da Vida
    Esta semana o podcast aborda a importância de se definir um propósito de vida tanto no âmbito pessoal como profissional. Além disso, Oscar destaca a importância de se ter significado para aquilo que se faz e os diferentes níveis de evolução da jornada individual de cada pessoa.
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  • Organizações de Inovadoras
    Oscar Motomura fala sobre organizações inovadoras: como essa postura se torna um modo de vida para a organização, transparecendo em tudo o que ela faz tanto em âmbito interno como externo.
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  • Mudança Cultural
    Sobre a premissa de que mudar a cultura organizacional é algo difícil e lento de ser alterado. Segundo Motomura, é possível – sim – mudar a cultura de uma organização, e até de um país, desde que as estratégias e a cultura estejam em sintonia.
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Separador Item
Item Princípios Éticos do Desenvolvimento Sustentável
Item Empreendedorismo Sustentável
Item É uma questão de clima
Item Liderança social
Item Talentos invisíveis
Item Confronto entre culturas
Item É hora de reinventar
Item Melhores práticas... hoje?
Item Liderança e reinvenção
Item Constrói ou destrói
Item Solução pela ética
Item A economia da confiança
Item Ética e risco
Item Os Fins Justificam...?
Item Mente de Futurista
Item Amplie Sua Visão
Item Culturas Vencedoras?
Item Tempo de Qualidade e Futuro
Item Imitação da Vida
Item Sementes do Futuro
Item Ser útil para se perpetuar
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