| As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade? | |
Sabemos que futuro é esse, que vem sendo moldado? Na verdade, sim. Sabemos as condições em que o planeta se encontra. Sabemos que a violência continua fragmentando a sociedade. Sabemos que o modo de vida e o tipo de consumo que se multiplica pelo mundo todo não são sustentáveis.
A mesma mente que sabe também racionaliza. Postergamos ações que curam. E justificamos. E todos fingimos acreditar. Num imenso jogo de ilusões. O que está na base de tudo isso também sabemos: o egoísmo e a falta de desprendimento dos que têm muito, a ganância e a ambição desmedida de alguns, a manipulação das instituições, a deterioração dos valores, a busca de crescimento ilimitado num mundo com recursos finitos... Mas por que racionalizamos e por que não agimos rapidamente na direção da cura?
“Precisamos chegar ao fundo do poço para,
só então, fazer o que é preciso...?”.
A resposta a essa questão pode estar muito perto de nós. Tudo isso que vemos no macro talvez esteja acontecendo no micro. Em nossa vida pessoal, insistimos num modo de vida não saudável... Sabemos o que temos que fazer e não fazemos. Nas empresas, idem. Vamos nos acostumando com um jeito de atuar também não saudável: muito estresse, excesso de competição, fragmentação de todo tipo, ações predatórias...
Nesse tipo de reflexão, a questão que está sempre presente seria: “Precisamos chegar ao fundo do poço para, só então, fazer o que é preciso...?”.
Para agir antes do ponto de colapso, será preciso romper algumas barreiras muito poderosas. A mais relevante delas é a do “piloto automático”. Tudo em nossa vida “está em marcha”. Há uma rotina, os tempos estão alocados, as pessoas atuam dentro de processos estabelecidos. Não sobra quase tempo de qualidade para o diferente. O mesmo acontece em nossas empresas e na sociedade. Fazer toda a rotina estabelecida mudar e dar uma guinada requer energia. Em certos casos, muita energia, tempo, recursos. Energia extra. Ou seja, em adição a toda energia e recursos que alocamos ao “piloto automático” da vida cotidiana. Tudo o que é preciso para curar nosso modo de viver exige doses maciças de investimento, a dedicação integral de nossos melhores talentos. E principalmente: tempo de qualidade. Sem essa dose maciça de energia, o “transatlântico” não mudará seu curso e continuará no “piloto automático”, rumo a um futuro que ninguém deseja.
Quando você fará seu sabático para repensar seu modo de vida e dar a guinada necessária? Sua empresa estaria disposta a investir um grande volume de recursos extras e formar uma superequipe de talentos sênior para ficar seis meses, dez horas por dia, focado na reinvenção do transatlântico? Os mais de duzentos países do mundo estão a fim de alocar centenas de bilhões e até trilhões em recursos e seus melhores líderes e cérebros por alguns anos em tempo integral, para idealizar e fazer acontecer a guinada que o mundo precisa dar...? Na cultura que criamos em nossas organizações, tudo precisa ser resolvido em breves reuniões ou em retiros de poucos dias... Estamos nos enganando. Nossos maiores desafios jamais serão superados se não houver energia em quantidade proporcional à magnitude dos problemas que queremos resolver...
*Oscar Motomura, diretor geral da Amana-Key, empresa especializada em inovações radicais em gestão.
Contato: motomura@amana-key.com.br
PODCASTS
Oscar Motomura conta como atua nesse movimento de âmbito mundial e explica mais detalhadamente o que é e como funciona a “Carta da Terra” e como ela transcende os limites definidos pela questão ambiental, incluindo no conceito de sustentabilidade em várias outras dimensões.
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Esta semana o podcast aborda a importância de se definir um propósito de vida tanto no âmbito pessoal como profissional. Além disso, Oscar destaca a importância de se ter significado para aquilo que se faz e os diferentes níveis de evolução da jornada individual de cada pessoa.
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Oscar Motomura fala sobre organizações inovadoras: como essa postura se torna um modo de vida para a organização, transparecendo em tudo o que ela faz tanto em âmbito interno como externo.
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Sobre a premissa de que mudar a cultura organizacional é algo difícil e lento de ser alterado. Segundo Motomura, é possível – sim – mudar a cultura de uma organização, e até de um país, desde que as estratégias e a cultura estejam em sintonia.
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