| As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade? | |
Na coluna É hora de reinventar, refleti com os leitores sobre a importância de se debater, nas reuniões de planejamento da empresa, o próprio conceito de ética. O que é ético e não ético no mundo dos negócios? Por que a questão da ética está no núcleo das turbulências que percebemos hoje no mercado? Por que é o caminho essencial para a solução dos problemas sistêmicos que estão gerando todos esses distúrbios?
Se a ética é a busca pelo bem comum (de todos os seres vivos), não está mais do que na hora de refletir sobre o que seria não ético no dia-a-dia de nossa sociedade, de nossa economia, de nossos foros políticos e do mundo dos negócios? Veja a seguir algumas reflexões livres que tenho feito sobre essa questão.
Se ética é a escolha pelo bem comum, decidir não agir porque existem dificuldades e incertezas não é ético. Agir pequeno porque é mais confortável não é ético. Omitir suas propostas, ideias e ações para não ir contra a maioria não é ético. Viabilizar o viável em vez de procurar tornar possível o impossível não é ético. Usar apenas parte do seu potencial (“poupando-o” para interesses pessoais) não é ético. Não persistir até o limite de suas forças não é ético. Não agir, manter-se em silêncio, deixando o medo prevalecer não é ético. Conformar-se com a “letra da lei” em vez de persistir no “espírito da lei” não é ético. Deixar seu poder, como cidadão do mundo, nas mãos dos outros não é ético. Não explorar novos caminhos porque ninguém até hoje tentou não é ético. Não fazer face aos desafios de grande escala e complexidade porque parecem “além da conta” não é ético.
Se queremos o bem comum, é correto deixarmos de agir quando há dificuldades e incertezas?
Deixar de buscar o melhor e conformar-se com o “negociável” não é ético. Protelar ações ousadas de novo e de novo, esperando “o momento certo”, não é ético. Abster-se de agir para não contrariar convenções de sua “comunidade profissional” não é ético. Não ir em frente porque não será reconhecido como o autor da ideia não é ético. “Entrar no jogo” fingindo não perceber manipulações em processo não é ético. Viver no reino das ideias, dos diagnósticos e das teorias em vez de assumir os riscos da ação não é ético. Agir só quando tudo puder ser cientificamente provado, mesmo quando a verdade for autoevidente, não é ético. Rejeitar toda e qualquer proposta “diferente” (inclusive as suas), mesmo quando as ideias tradicionais “não radicais” não estiverem funcionando, não é ético. Rejeitar qualquer proposta que pareça “idealista” ou “utópica” não é ético. Se ética é a escolha pelo bem comum, decidir deixar tudo como está porque o caminho para a perfeição é muito complexo e difícil de implementar definitivamente não é ético.
Que mudanças poderão ser geradas em sua organização – e quão radicais serão elas – se questões como essas forem debatidas em profundidade, por seus líderes e principais colaboradores, em sua próxima reunião de planejamento?
*Oscar Motomura, diretor geral da Amana-Key, empresa especializada em inovações radicais em gestão.
Contato: motomura@amana-key.com.br
PODCASTS
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Oscar Motomura fala sobre organizações inovadoras: como essa postura se torna um modo de vida para a organização, transparecendo em tudo o que ela faz tanto em âmbito interno como externo.
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Sobre a premissa de que mudar a cultura organizacional é algo difícil e lento de ser alterado. Segundo Motomura, é possível – sim – mudar a cultura de uma organização, e até de um país, desde que as estratégias e a cultura estejam em sintonia.
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