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Muitas empresas estão revendo seus planos. Em algumas delas, o clima é de cautela. Em outras, a ordem é buscar "janelas de oportunidade" que as turbulências no contexto macro estejam abrindo. Também existem aquelas que procuram se convencer de que nada há para mudar...?? Poucas são as que querem entender com maior profundidade o que está acontecendo. Será que tudo isso que vemos hoje é simplesmente consequência de erros de julgamento das "autoridades", de falta de maior controle sobre a ação de especuladores predatórios, do abuso de poder e de ações não éticas? Ou será que essa turbulência não seria apenas uma outra manifestação da grave "doença" instalada no âmago do sistema político-econômico-social em que o mundo vive hoje??? À medida que se percebe que o sistema maior está longe do ideal, como deve ser o posicionamento de sua empresa? Simplesmente de autoproteção? Ou de alta exposição, atuando como agente de mudança desse sistema, com base na premissa de que não adianta nada "estar bem" dentro de um contexto maior em rápida deterioração?...
Não é difícil ver que a questão da ética (ou da falta dela) está na raiz dos grandes problemas do mundo, hoje. De um lado, pelas distorções que a corrupção (em todas as suas formas) gera no processo decisório. De outro, pelo desequilíbrio que a busca ousada de ganhos (mesmo em detrimento de todos e do todo) acaba gerando. Mas que estranha ousadia é essa: a recompensa com certeza para si, mas o risco para outros?!...
Mas faz sentido criar estratégias que tiram vantagem da ignorância, da inocência e da credulidade das pessoas? Ou que exploram quem tem menos? Ou que se aproveitam das lacunas das leis? Ou que visam ganhar com o infortúnio dos outros? Faz sentido crescer por crescer, a ganância pela ganância, para acumular mais e mais, gerando desequilíbrios que enfraquecem o conjunto, tornando-o cada vez mais debilitado?
Hoje, mais do que nunca, precisamos de líderes capazes de pensar "fora da caixa", ou melhor, "fora do sistema".
É hora de reinventar. E, para isso, nunca foi tão importante, neste mundo cada vez mais interconectado, o resgate da ética e dos valores mais essenciais do ser humano.
Se a ética é a escolha pelo bem comum, não é hora de refletir sobre o que seria não ético no dia a dia de nossa sociedade, de nossa economia, de nossos foros políticos e do mundo dos negócios?...
Questões como essas não deveriam estar sendo debatidas nas reuniões de planejamento de sua empresa? Quantos de seus executivos conseguem perceber a relevância desses debates para o futuro da organização?
Hoje, mais do que nunca, precisamos de líderes capazes de "pensar fora da caixa", ou melhor, "fora do sistema". Como disse Einstein, "os problemas mais significativos que enfrentamos hoje não poderão ser resolvidos no mesmo nível de pensar em que estávamos quando criamos esses problemas".
A propósito, quão diferente será o processo de planejamento de sua empresa este ano? E, se for para mudar, com que intenção o faríamos? Pensando em quem?
*Oscar Motomura, diretor geral da Amana-Key, empresa especializada em inovações radicais em gestão.
Contato: motomura@amana-key.com.br
PODCASTS
Oscar Motomura conta como atua nesse movimento de âmbito mundial e explica mais detalhadamente o que é e como funciona a “Carta da Terra” e como ela transcende os limites definidos pela questão ambiental, incluindo no conceito de sustentabilidade em várias outras dimensões.
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Esta semana o podcast aborda a importância de se definir um propósito de vida tanto no âmbito pessoal como profissional. Além disso, Oscar destaca a importância de se ter significado para aquilo que se faz e os diferentes níveis de evolução da jornada individual de cada pessoa.
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Oscar Motomura fala sobre organizações inovadoras: como essa postura se torna um modo de vida para a organização, transparecendo em tudo o que ela faz tanto em âmbito interno como externo.
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Sobre a premissa de que mudar a cultura organizacional é algo difícil e lento de ser alterado. Segundo Motomura, é possível – sim – mudar a cultura de uma organização, e até de um país, desde que as estratégias e a cultura estejam em sintonia.
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