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A “empresa X” busca evoluir adotando as “melhores práticas” em gestão disponíveis no mundo. Procura também aperfeiçoar continuamente o modelo de negócios que está na base de suas atividades. E trata de ser politicamente correta em tudo que faz, para estar alinhada com os padrões vigentes.
A “empresa Y” acompanha o que se faz no mercado, mas não está interessada em benchmarks. Tem uma equipe que resolve problemas e aproveita oportunidades de forma extremamente inovadora. Criação instantânea da melhor prática para a situação que se apresenta, momento a momento – é isso que está em suas veias, “em seus ossos”. É algo natural da empresa Y.
A empresa do tipo X nunca parece totalmente natural. Tanto seus funcionários quanto seus parceiros e clientes reconhecem o esforço que ela faz, mas, no fundo, não sentem que seja algo 100% verdadeiro. Desempenho eficiente, correto, de alta qualidade, mas tudo parece muito mecânico, estritamente “profissional”.
A empresa do tipo Y, por outro lado, é natural, autêntica, verdadeira – até em seus erros e imperfeições. Inspira confiança exatamente por causa disso. E também pela transparência de suas intenções. É evidente que busca o melhor, para que o melhor seja viabilizado para todos os envolvidos. E é nesse processo que ela acaba viabilizando o novo, o inédito, o tempo todo.
Dizem que no futuro a competição não será mais entre produtos, mas entre modelos de negócio. O fast-food competindo com o slow-food, a educação presencial com a educação virtual, as megastores com as compras pela internet, e assim por diante.
No mundo dos negócios, o objetivo é simplesmente ganhar mais ou há sempre algo maior em jogo?
Minha leitura, porém, é de que no futuro a competição será entre culturas. Entre empresas do tipo X e do tipo Y: entre o mecânico e o genuíno, natural; entre o manipulador e o absolutamente ético; entre a cultura do cinismo e a da competição predatória, que busca apenas o melhor para si, e a da utopia, que busca a paz, a economia da abundância e o bem comum.
É possível identificar se uma empresa é X ou Y? De fora, é muito difícil. O comportamento pode ser manipulado. Nunca se sabe quais são as verdadeiras intenções das pessoas, o que há no seu mundo interior. Mas a gente sente. Podemos sentir que, não obstante o aparente sucesso da empresa, há algo de inconsistente no seu dia a dia, na forma como as pessoas trabalham e se relacionam com os clientes e a sociedade. Talvez inconsistência entre a estratégia adotada e as práticas utilizadas, entre a imagem que a empresa projeta e as verdadeiras intenções dos acionistas e principais executivos. Ou podemos sentir que os acionistas e líderes são verdadeiros e estão tentando o melhor possível para todos os stakeholders.
Por falar em sentir... sua empresa compete para ganhar mais ou para servir melhor? Para vencer o jogo dos negócios simplesmente ou para evoluir coletivamente no verdadeiro jogo da vida...?
*Oscar Motomura, diretor geral da Amana-Key, empresa especializada em inovações radicais em gestão.
Contato: motomura@amana-key.com.br
PODCASTS
Oscar Motomura conta como atua nesse movimento de âmbito mundial e explica mais detalhadamente o que é e como funciona a “Carta da Terra” e como ela transcende os limites definidos pela questão ambiental, incluindo no conceito de sustentabilidade em várias outras dimensões.
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Esta semana o podcast aborda a importância de se definir um propósito de vida tanto no âmbito pessoal como profissional. Além disso, Oscar destaca a importância de se ter significado para aquilo que se faz e os diferentes níveis de evolução da jornada individual de cada pessoa.
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Oscar Motomura fala sobre organizações inovadoras: como essa postura se torna um modo de vida para a organização, transparecendo em tudo o que ela faz tanto em âmbito interno como externo.
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Sobre a premissa de que mudar a cultura organizacional é algo difícil e lento de ser alterado. Segundo Motomura, é possível – sim – mudar a cultura de uma organização, e até de um país, desde que as estratégias e a cultura estejam em sintonia.
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