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Sim. Elas têm sido feitas dentro do cronograma para a Copa.
Sim. Têm sido construídas de acordo com a necessidade local.
Algumas sim. Mas não todas que são necessárias.
Não. Só as obras dos estádios avançam.



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Michel Levy
Educação, Inovação e Tecnologia
Por Michel Levy

Como despertar o interesse dos jovens para o ensino? De que forma tornar a escola mais atraente e, por consequência, mais eficiente? O professor Alex Vieira dos Santos, do Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho, de Salvador, desenvolveu um projeto que leva o nome de Fontes de Energia: Popularização das Ciências através dos estudos de Ciências, Tecnologia e Sociedade. Numa região como o Nordeste, o tema é de interesse de todos, uma vez que com o aquecimento global, as fontes não renováveis – água, por exemplo – começam um ciclo de decréscimo.

Na união de fontes de energia renováveis e não renováveis, o professor estimula os alunos envolvidos a buscarem alternativas para a questão e também para o interesse do estudo de Ciências. Ao final das atividades, é preparada uma maquete e as pesquisas são publicadas em diversos meios eletrônicos, criando assim um estímulo ainda maior aos alunos. O professor Alex venceu a etapa nacional na categoria Comunidade, em agosto de 2009 e ficou entre os três primeiros finalistas da etapa América Latina em setembro e agora concorre a Final Mundial com Uruguai e México.

Já os professores Guilherme Erwin Hartung e Alexandre Becker de Castro, do Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, em Petrópolis (RJ), foram atrás de respostas inovadoras para essas inquietações e descobriram nos games uma opção para mudar o cenário. Concorrem na categoria Conteúdo, com Chile e El Salvador.

Como os jovens são grandes consumidores de jogos eletrônicos – segundo pesquisa realizada pelos professores, 40% dos alunos entrevistados jogavam de duas a quatro horas por dia – a aceitação do conteúdo das disciplinas se torna mais fácil. E o aprendizado, mais eficiente.

Os professores também perceberam que o fascínio pelos jogos revelava três características importantes dos jovens: a dedicação, a perseverança para superar os obstáculos e a concentração. E esses são comportamentos indispensáveis para o sucesso das iniciativas educacionais.

Envolvendo os próprios alunos no projeto, eles criaram uma “empresa virtual” para produzir - de acordo com a demanda dos professores - jogos, animações e objetos de aprendizagem, ou seja, programas de computador produzidos com fins didáticos. O projeto foi batizado de Fractal Multimídia e já contabiliza 20 aplicações desenvolvidas.

Esses pequenos aplicativos explicam de forma lúdica conceitos importantes de diversas disciplinas. Há desde uma animação que mostra o desperdício de água causado por uma torneira aberta até uma aplicação de geometria que calcula a distância entre dois pontos.

Exemplos como os de Alex (BA) Hartung e Castro (RJ) e seus alunos são a prova de que a tecnologia da informação – aliada à criatividade e à inovação típicas do brasileiro – pode fazer a diferença para nosso sistema educacional.

Por trás de iniciativas como esta, está a certeza de que dominar a tecnologia é essencial para que todos os indivíduos passem a fazer parte da sociedade do conhecimento. A tecnologia não apenas melhora o desempenho dos estudantes na sala de aula. Ela também ajuda a formar gestores escolares e educadores e os incentiva a criar oportunidades a estudantes de escolas públicas, técnicas e universidades.

Ao mesmo tempo, o domínio da informática e da Internet abrem portas para os menos favorecidos economicamente. Com treinamentos oferecidos em centros comunitários e organizações não-governamentais espalhados pelo Brasil, os cidadãos conseguem capacitação e estímulo para enfrentar o competitivo mercado de trabalho.

No entanto, uma mudança tão abrangente não se faz rapidamente – nem pode ser iniciativa isolada de um setor ou segmento da sociedade. A união da administração pública, nos seus diversos níveis, da iniciativa privada e de ONGs é a base para o sucesso da virada educacional que o Brasil precisa realizar.

Cabe às empresas de tecnologia trabalhar para encontrar soluções e ferramentas para transformar a educação. Elas devem, ainda, discutir com parceiros públicos e privados a melhor forma de disponibilizar essas tecnologias ao maior número possível de escolas e centros de pesquisa. E, por último, proporcionar o apoio pedagógico para o desenvolvimento do potencial pleno de gestores, educadores, estudantes e comunidade escolar.

A educação de alta qualidade representa o alicerce do sucesso das nações. Embora o Brasil tenha avançado nos últimos anos, há muitos desafios a serem superados para atingir esse objetivo. Somente com um compromisso de toda a sociedade, exemplos como a iniciativa dos professores do Colégio Embaixador José Bonifácio – que atualmente já beneficia mais de 200 alunos – poderão se tornar a regra, e não a exceção.


Michel Levy

presidente da Microsoft Brasil.

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