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Por Silvio Meira
Razão áurea
Por Marina Silva
As amarras
Por Delfim Netto

As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade?
Sim. Elas têm sido feitas dentro do cronograma para a Copa.
Sim. Têm sido construídas de acordo com a necessidade local.
Algumas sim. Mas não todas que são necessárias.
Não. Só as obras dos estádios avançam.



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Marina Silva
Eleição, internet e borboletas
Por Marina Silva

Eleição é sempre uma grande oportunidade de reafirmar a democracia. E as regras eleitorais são o primeiro passo para garantir que os processos democráticos sejam transparentes, precisos, confiáveis, informados e coerentes com a vontade popular. Alterá-las deveria significar, sempre, torná-las mais modernas, inteligentes e aptas a realizar o objetivo de chegar a uma sociedade democrática avançada, regida por regras universais e avessa ao patrimonialismo.

O Congresso brasileiro está hoje às voltas com a apressada análise -em consequência dos prazos constitucionais- de uma reforma na legislação eleitoral que poderá valer já em 2010. O texto básico foi aprovado, mas o Senado terá que votar nesta semana as emendas para depois remetê-lo de volta à Câmara dos Deputados, que o enviará à sanção do presidente Lula. Tudo até o dia 3 de outubro.

São muitos os pontos polêmicos. Além de não exigir divulgação dos nomes de todos os doadores e valores doados, a reforma, até agora, mantém a "doação oculta", em que recursos vão para os partidos, que os repassam a candidatos sem a necessária identificação do vínculo entre doador e beneficiário.

Ainda é possível aprovar a emenda do senador Aloizio Mercadante que garante internet totalmente livre, antes, durante e depois das eleições. Nada de amarras, de tentativas de tolher a revolução na comunicação que a internet representa, com ampla liberdade e espaço para a conscientização, a mobilização e a pressão da sociedade.

Restringir a internet, como se fosse só mais um canal de comunicação nas relações entre mídia e sistema político, é desconsiderar que ela é estruturalmente diferente. É a maior ferramenta daquilo que o sociólogo espanhol Manuel Castells chamou de sociedade em rede, tornada possível pela expansão das tecnologias de informação.

Essa estrutura de redes tem sido decisiva para potencializar ações coletivas, que podem ganhar maior espaço nas eleições, interferindo diretamente na qualidade das escolhas políticas, por meio de iniciativas autônomas da sociedade. Na internet, o fazer político é multicêntrico, não há senhores. Nela, a expansão política se dá no sentido oposto ao de um modelo autoritário ou dirigido, pois fica longe de controles, monopólios e centralização.

Uma reforma política democrática não pode, sob nenhum pretexto, tentar tolher essa livre manifestação. Insistir nisso é retrocesso grave -além de ser, provavelmente, tarefa impossível. Como tentar capturar num único puçá uma revoada de milhões de borboletas.


Marina Silva

Pedagoga e afiliada ao PV. Esta coluna é a reprodução dos textos de Marina Silva publicado às sextas-feiras no jornal Folha de São Paulo.
Contato: contatomarinasilva@uol.com.br  

Separador Item
Item Com o nosso chapéu
Item Ser progressista hoje
Item Vigília pela Amazônia
Item Leitura obrigatória
Item Mais um passo, atrás
Item Eles não falaram
Item Ecos de um Brasil arcaico
Item Síndrome de Poliana
Item O que se espera do Brasil
Item Instituinte
Item Mutirão pela democracia
Item Dupla prevenção
Item Valor que não se mede
Item O besouro é nosso
Item Complexo de Lear
Item Um pequeno desvio
Item Conversa circular
Item Mudança no clima
Item Caminhos para a segurança
Item Do pré-sal ao pós-carbono
Item Outros passos
Item Filhos do Brasil
Item Amargo veneno
Item Futuro ainda comprometido
Item O caminho mais fácil
Item Direção firme
Item Opinião pública e mudança climática
Item Fazendo do passado passado
Item Terra emprestada
Item Culpa e vergonha
Item Prazo para desmatar mais
Item Mais do que palavras
Item Janeiro por inteiro
Item Tragédias que se repetem
Item Garantias, recursos e persistência
Item Haiti, Zilda Arns e nós
Item Um fórum pelo mundo
Item Campus Party
Item Impasses de Belo Monte
Item Renúncia e alerta
Item Sem verbo e sem pão
Item 8 de março
Item Além de si mesmo
Item Dia da vida
Item Cidades sustentáveis
Item Plano de fuga
Item 19 de abril: é preciso ver
Item Represa de erros
Item Novas conquistas
Item Primeiro ensaio
Item Riscos calculados
Item Ao amado dom Moacyr
Item Na direção oposta
Item De junho a junho
Item O verde não é partido
Item Intolerável
Item Eliana Calmon
Item Rio menos 20?
Item "Me inclua fora disso"
Item Aos jovens do presente
Item Entre nós
Item Enxurrada de descasos
Item Ajuda também em casa
Item Ampliar o debate
Item A Justiça na balança
Item Democratizar a democracia
Item Depois do Carnaval
Item Cheio até a tampa
Item Déjà-vu
Item Um novo começo
Item Onde o povo está
Item Água que te quero viva
Item Aridez do descaso
Item Democracia e corrupção
Item Razão áurea
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