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As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade?
Sim. Elas têm sido feitas dentro do cronograma para a Copa.
Sim. Têm sido construídas de acordo com a necessidade local.
Algumas sim. Mas não todas que são necessárias.
Não. Só as obras dos estádios avançam.



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Marina Silva
8 de março
Por Marina Silva

O Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje, é momento para colocar em foco não só as conquistas mas também as desigualdades que ainda afetam as mulheres. Essa comemoração, que completa cem anos, deve servir para reafirmar a busca pela igualdade entre os gêneros e o inestimável valor da contribuição feminina para a humanidade.

Não se pode ter um mundo sustentável, justo e democrático se permanecem as várias formas de opressão sobre mais da metade da população do planeta, formada pelas mulheres. Nunca é demais lembrar que homens e mulheres se complementam, mas essa que deveria ser a principal qualidade das relações de gênero é muitas vezes deixada de lado pela prevalência da cultura masculina da dominação.

Seria benéfico para todos se o olhar e a perspectiva feminina estivessem mais presentes na vida social e, especialmente, nos espaços públicos onde se tomam as decisões de interesse coletivo.

O Ibase identificou, no ranking do Índice de Gênero (IEG), pesquisado em 150 países, conforme dados da PNAD 2006, que o Brasil ocupa uma posição intermediária entre os melhores e os piores países nessa questão. São várias as causas pelas quais permanecem os obstáculos enfrentados pelas mulheres. Apesar do avanço no plano educacional -hoje elas têm, em média, mais anos de estudos do que os homens, mas não existe ainda igualdade na renda, nos cargos e salários e na representação política.

As desigualdades de gênero estão em todas as classes sociais, e se tornam mais dramáticas quando a renda diminui. Estudo recente realizado pelo economista André Urani mostra que, em 1993, havia 32,4 milhões de pessoas em condições de extrema pobreza no país, das quais 5,5 milhões viviam em domicílios chefiados por mulheres. Em 2008, o universo da extrema pobreza foi reduzido à metade (15,8 milhões), mas ficou praticamente inalterado (5,2 milhões) o número de pessoas nessa categoria em lares chefiados por mulheres.

Isso ocorre porque elas enfrentam a miséria em condições ainda mais adversas do que as outras famílias. Sozinhas, têm o desafio de dar educação aos filhos e livrá-los da fome e da violência, enquanto se desdobram em sua jornada dupla, com salários baixos e pouca ajuda do Estado.

As homenagens de hoje são justas e bem-vindas, mas o que todas as brasileiras esperam é, em primeiro lugar, uma vida digna, onde possam desenvolver suas potencialidades, bem como a de seus filhos e filhas, e, assim, construir um país melhor, mais justo, mais fraterno, mais feliz.


Marina Silva

Pedagoga e afiliada ao PV. Esta coluna é a reprodução dos textos de Marina Silva publicado às sextas-feiras no jornal Folha de São Paulo.
Contato: contatomarinasilva@uol.com.br  

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Item Ser progressista hoje
Item Vigília pela Amazônia
Item Leitura obrigatória
Item Mais um passo, atrás
Item Eles não falaram
Item Ecos de um Brasil arcaico
Item Síndrome de Poliana
Item O que se espera do Brasil
Item Instituinte
Item Mutirão pela democracia
Item Dupla prevenção
Item Valor que não se mede
Item O besouro é nosso
Item Complexo de Lear
Item Um pequeno desvio
Item Conversa circular
Item Mudança no clima
Item Caminhos para a segurança
Item Do pré-sal ao pós-carbono
Item Eleição, internet e borboletas
Item Outros passos
Item Filhos do Brasil
Item Amargo veneno
Item Futuro ainda comprometido
Item O caminho mais fácil
Item Direção firme
Item Opinião pública e mudança climática
Item Fazendo do passado passado
Item Terra emprestada
Item Culpa e vergonha
Item Prazo para desmatar mais
Item Mais do que palavras
Item Janeiro por inteiro
Item Tragédias que se repetem
Item Garantias, recursos e persistência
Item Haiti, Zilda Arns e nós
Item Um fórum pelo mundo
Item Campus Party
Item Impasses de Belo Monte
Item Renúncia e alerta
Item Sem verbo e sem pão
Item Além de si mesmo
Item Dia da vida
Item Cidades sustentáveis
Item Plano de fuga
Item 19 de abril: é preciso ver
Item Represa de erros
Item Novas conquistas
Item Primeiro ensaio
Item Riscos calculados
Item Ao amado dom Moacyr
Item Na direção oposta
Item De junho a junho
Item O verde não é partido
Item Intolerável
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Item Rio menos 20?
Item "Me inclua fora disso"
Item Aos jovens do presente
Item Entre nós
Item Enxurrada de descasos
Item Ajuda também em casa
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Item Democratizar a democracia
Item Depois do Carnaval
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Item Aridez do descaso
Item Democracia e corrupção
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