internet.BR completa aniversário
Por Silvio Meira
Razão áurea
Por Marina Silva
As amarras
Por Delfim Netto

As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade?
Sim. Elas têm sido feitas dentro do cronograma para a Copa.
Sim. Têm sido construídas de acordo com a necessidade local.
Algumas sim. Mas não todas que são necessárias.
Não. Só as obras dos estádios avançam.



Arquivos 2011
» Março
» Abril
» Maio
» Junho
» Julho
» Agosto
Arquivo
Arquivos 2008
Arquivos 2009
Arquivos 2010






EcoD Geral
Colunas
 
Diminuir Fonte Fonte Padrão Aumentar Fonte

Marcelo Douek
A crise de identidade e a identidade das diversas marcas na crise
Por Marcelo Douek

Certa vez, li uma citação de um consultor chamado Scott Bedbury que me chamou bastante a atenção: "uma grande marca é como uma história que nunca é terminada, um conto metafórico que se conecta com algo profundo na mente das pessoas". Fiquei pensando o que poderia significar aquilo... De toda forma anotei a frase no meu caderno porque senti que algum dia ela poderia me ser útil.

Pois bem, chamei uns amigos para assistir ao "Gran Torino", o novo filme de Clint Eastwood. A narrativa leva sua mente a lugares pouco visitados e conforme o filme passa, você experimenta sensações de angústia e curiosidade por saber quem são aqueles personagens e por que suas ações provocam tanta estranheza. Ao sair do filme, comecei a perguntar o que meus amigos tinham achado. Só após as respostas tradicionais como "lindo", "triste" e "amei", é que a conversa fica interessante. E é engraçado perceber o poder do filme em provocar reações diferentes nas pessoas. Cada um tinha uma percepção distinta da história e tirou lições diferentes do filme. No final do papo, acabei me lembrando do Sr. Bedbury e seu conceito de marca. Ah... "um conto metafórico que se conecta com algo profundo..." se trata disso, pensei. De algo tão marcante que toca as pessoas e provoca nelas sentimentos únicos, ligados ao repertório de cada um.

"Gran Torino" fez isso comigo. O filme conta a trajetória de dois personagens (Walt e Thao) que sofrem uma crise de identidade. O velho soldado passou por experiências horríveis que camuflaram sua personalidade enquanto o jovem garoto, justamente por ter suas experiências sociais tolhidas, não conseguia construir sua identidade. Os personagens tinham atitudes estranhas, o público não os entendia e naquele ponto, não gostava deles. Mas à medida que Walt e Thao se conhecem, suas identidades vão se revelando, como se uma fosse impulsionada pela do outro. E isso permite que o público conheça os personagens, suas aflições e anseios, e a partir daí, passe a gostar deles. Walt e Thao se tornam amigos e com a ajuda mútua, cumprem seus papéis na história. Aprendi que o decifrar de suas identidades foi a chave para que os personagens conquistassem a simpatia do público. A partir dali as peças se encaixaram e mesmo com o chamado "final aberto", o filme provoca reflexões nas pessoas.

Mas o que essa crise de identidade tem a ver com identidade na crise? Recebi um ranking da BrandFinance com a avaliação das maiores marcas do Brasil, que mostra um retrato do impacto da crise sobre as marcas brasileiras. Nesses tempos, temas como corte de custos e eficiência operacional sempre vêm à tona. A questão sobre investir ou não na marca se torna crítica.

Pelo ranking, pôde se perceber que a crise impactou de maneira diferente em determinados setores: bancos (Bradesco,123%, Itaú, 90% e Real, 37%, entre outros) e alimentos (McDonald’s, 63%, Elma Chips, 14%, Unilever, 5%, e Danone, 6%) tiveram crescimento surpreendente enquanto papel e celulose (Aracruz, menos 28% e Klabin, menos 21%) e aviação comercial (Gol, menos 47%, e TAM, menos 14%) tiveram quedas bruscas. Analisando esses dados, quero trazer a reflexão sobre Gran Torino para o mundo das marcas: identidade é a chave de tudo e sempre vale o investimento. Os bancos tradicionais cresceram enquanto os internacionais quebravam, eles foram transparentes, se mostraram saudáveis e atraíram investimentos. Resultado? Suas marcas tiveram alto desempenho. As alimentícias há algum tempo vêm investindo no comprometimento com a sociedade e em atividades sustentáveis. Essa é a forma de elas revelarem suas identidades e o aumento do valor de suas marcas é reflexo disso.

Para os gestores de marcas, fica uma lição sobre a importância de se cuidar da identidade na crise: seja qual for a atividade (marketing, RP, responsabilidade social), o importante é que o esforço resulte em uma identidade clara para a marca. E assim como Clint Eastwood nos mostra que, ao entender, o público passa a gostar dos personagens de Gran Torino, a pesquisa da BrandFinance nos mostra que o consumidor também é capaz de entender a identidade das marcas e, com isso, respeitar e admirar suas ações.


Marcelo Douek

Diretor da Lukso Story & Strategy.

E-mail: marcelo@lukso.com.br
Twitter: @marcelodouek

Separador Item
Item O arquétipo de mentor e o foco no consumidor
Voltar



EcoDesenvolvimento é um conjunto de práticas que estimula o desenvolvimento global, reforçando a atenção a questões ambientais, sociais, econômicas, culturais, de gestão participativa e ética...
(Leia mais)


CONTEÚDO
 
Canais Especiais
     
 
UTILITÁRIOS
 
 
 
PARCEIROS
 
 
 
INSTITUCIONAL
 
 
 
unibanco suzano
Etiqueta

O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD