| As obras de mobilidade urbana têm avançado em sua cidade? | |
Via de regra, todo cidadão pode se tornar um empreendedor, independente de sua condição sócio-econômica e educacional. O que vale é a qualidade de empreender, de inovar, de transformar conhecimentos e materiais em produtos e serviços que serão utilizados de alguma forma pela sociedade, comercialmente ou não.
Hoje em dia temos vários exemplos desta característica individual espalhada por interessantes casos de sucesso em diferentes setores da economia nacional e mundial. São cidadãos comuns que se tornaram empreendedores por necessidade, devido à dificuldade de conseguir um trabalho registrado, ou por identificar uma oportunidade de mercado para um novo produto ou serviço inexistente ou diferenciado.
Estes cidadãos desenvolvem modelos de negócios que podem ir do simples ao extremamente elaborado, do básico ao audacioso, do bem administrado ao mal administrado e, consequentemente do sucesso ao fracasso.
Tais negócios são regidos por diferentes leis de consumo e mercado, conforme o ramo comercial ou setor industrial, a localização geográfica, o clima, o perfil da população, as tradições e costumes locais. Enfim, são vários os fatores, previsíveis e imprevisíveis, que podem influenciar o destino de um negócio. São estas as premissas básicas que regem a capacidade do cidadão empreendedor de elaborar e implementar suas idéias para contribuir com o crescimento e assim tem sido desde a revolução industrial, quando o capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente.
Entretanto, uma nova ordem permeia nossa sociedade e nela, cidadãos empreendedores ou consumidores começam a questionar os atuais modelos. A crise que estamos vivendo não é só econômica, mas existencial, pois a forma de consumir e fazer negócios estão se provando insustentáveis. Necessitamos, para o futuro das próximas gerações, de uma transformação conceitual onde, inevitavelmente, todos os empreendimentos de sucesso tenham uma gestão estruturada com ética, seriedade, transparência e sustentabilidade.
Cada vez mais, esta nova e necessária forma de fazer negócios direciona as empresas para um novo formato corporativo e, neste cenário, o que a sociedade mais precisa para alcançar o desenvolvimento sustentável são de Empreendedores Cidadãos.
Estas são aquelas pessoas que, por princípio, não separam o exercer a profissão do exercício da cidadania. Agem de acordo com seus valores e entendem que é possível (e imprescindível) administrar seus negócios preservando os limites biofísicos do planeta, proporcionando qualidade de vida a todas as pessoas e, principalmente, obtendo lucro, mas não a qualquer preço.
Superintendente de Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis do Banco Real.
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