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A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais de extrema relevância para o mundo contemporâneo. Em 1987 a Comissão das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, através do documento “Nosso Futuro Comum”, recomendou a redação de uma nova carta sobre o desenvolvimento sustentável com o objetivo de ajudar a construir no século 21 uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.
Em 1992, em um evento paralelo da Eco-92 realizada no Rio de Janeiro, foi elaborada a primeira versão da carta. Após oito anos em um processo participativo em todos os continentes, que contou com a contribuição de milhares de pessoas de todas as raças, credos, idades e profissões (incluindo especialistas em ciências, filosofia, ética, religiões e leis internacionais), a versão final foi lançada no Palácio da Paz em Haia, em 29 de junho de 2000, quando também foi assumida pela Unesco.
Desde então, por meio da criação de um conselho internacional do qual o Brasil também faz parte, sua mensagem tem sido propagada em todo o mundo se utilizando das mais variadas formas de articulação e plataformas de comunicação.
A Carta vem buscando inspirar as pessoas e diferentes setores da sociedade para um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada - voltado para o bem-estar de toda a “família humana”, da grande “comunidade da vida” e das futuras gerações.
Seu conteúdo traz com bastante propriedade uma visão de esperança, mas também um chamado importante à ação. Ela é estruturada em quatro grandes tópicos:
Claro que, nesse pequeno espaço, não poderei aprofundar sobre o seu conteúdo. Meu objetivo agora é influenciar você, leitor, a conhecer um pouco mais sobre os valores e princípios da iniciativa, e induzi-lo a trazer o seu próprio sentido à mensagem, além de estimulá-lo a agir e fazer a sua parte.
O preâmbulo do documento resume de forma pragmática a criticidade do momento que vivemos, no sentido da escolha que devemos fazer agora, para definir o nosso futuro próximo. Hoje, temos como grande desafio lidar com a grande interdependência dos nossos sistemas e de suas fragilidades.
Ao mesmo tempo, é preciso congregar a grande diversidade de culturas e raças no mesmo propósito: forjar soluções para questões ambientais, econômicas, políticas, sociais e espirituais para uma sociedade global sustentável baseada no respeito pela natureza, pelos direitos humanos universais, pela justiça econômica e pela cultura da paz.
Para chegar a este propósito, é imperativo que cada um de nós declaremos nossa responsabilidade para com os outros, com a grande “comunidade da vida” e com as futuras gerações.
Várias pessoas, empresas, organizações do terceiro setor e governos em todo o mundo têm usado a Carta da Terra como fonte de referência e principalmente de inspiração. A mesma tem influenciado uma nova geração de políticas públicas, códigos de ética e conduta, bem como uma série de acordos e protocolos tanto de influência local como de abrangência global.
Agora que você teve uma pequena mostra dos valores e princípios da Carta Terra, conheça mais, se aproprie, dissemine, use, abuse, e principalmente parta para ação.
Diretor Presidente do Instituto EcoD, Criador e Publisher do Portal Ecodesenvolvimento.org
E-mail: isaac.edington@ecodesenvolvimento.org.br
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