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A “The Most Beautiful Bays of the World”, é uma organização sem fins lucrativos, chancelada pela Unesco, sediada na França, que reúne as mais belas baías do mundo como a de St Michel, na França; São Francisco, na California; Santander, na Espanha; Suarez, em Madagascar; a False Bay, na África do Sul; Baía de Quingdao, na China, dentre muitas outras. Articuladas, trocam informações e conhecimentos com os maiores especialistas no mundo nesses corpos d’água e suas áreas de entorno.
O próximo congresso mundial das mais belas baías será realizado na Baía de Setúbal, Portugal, em maio de 2009. A Baía de Todos os Santos (BTS), bela, provedora e, às vezes, mal tratada, vai lá contar sua história. Recebida de braços abertos, olhos atentos e mentes experientes no trato desses acidentes geográficos, a BTS será a mais nova integrante do seleto clube das Mais Belas Baías do Mundo. Destacando-se pela grandeza, a tropicalidade e o potencial da sua área de influência, a BTS convidou as irmãs para trocar experiências e discutir projetos para sua sustentabilidade em 1º de novembro de 2009, juntando na UFBA, comunidades, governos, empresas e universidades para comemorar seus 508 anos.
Para serem melhor administradas, baías fazem planos diretores e balanços contábeis, usando ciência para revelar ativos e passivos dos corpos d’água e dos complexos metropolitanos que envolvem as suas áreas de influência, incluindo patrimônios culturais e imateriais; indicando investimentos de vários portes necessários a geração de riquezas e a proteção de populações que dependem do ambiente equilibrado para o seu sustento.
O diretor-executivo do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, que orienta fundos de investimentos interessados em sustentabilidade, afirmou: "Durante muito tempo, a economia e meio ambiente pareciam jogadores rivais. Temos de transformar essas duas caras do desenvolvimento em jogadores do mesmo time". Inspiradas nas declarações de Steiner, as baías articulam interesses públicos e privados para garantir preservação e sustentabilidade, criando governanças próprias com inteligência nova.
A Baia de São Francisco, na Califórnia, por exemplo, que está estabelecendo parcerias com a BTS, tem um estuário que drena 40% dos recursos de água do estado mais rico dos EUA com um PIB de 2 trilhões de dólares. Declarado como “Estado Verde”, analisa com freqüência depósitos de sedimentos proibindo despejo de efluentes industriais na baía.
Cercada por uma região metropolitana de 18 mil km2, com população de 7.5 milhões de pessoas, 9 municípios, 101 cidades, indústrias, portos, aeroportos e ferrovias, São Francisco usa tecnologias de ponta para garantir a qualidade da água e prevenir impactos ambientais. Suas experiências ajudarão a BTS no monitoramento, no desenvolvimento sustentável da área metropolitana e na prevenção de riscos.
Diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil
E-mail: eduardo@uma.org.br
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