| O que você espera da Rio+20? | |
A história, como ciência que estuda os fatos e a ação humana através dos tempos, acompanha também o dinamismo dos acontecimentos. Como será que as gerações futuras contarão a história do nosso tempo, observando as comemorações da expulsão dos portugueses junto com os empenhos para atração de investimentos lusitanos?
Se a cultura reflete as formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas através das gerações, os portugueses nunca deixaram a Bahia. Como seria a Bahia sem o legado da língua, da arte e dos costumes portugueses; sem o pelourinho, as igrejas, o Farol da Barra, o Forte de São Marcelo? Salvador, antiga capital do Brasil colônia, é a mais portuguesa das cidades brasileiras. Expulsa, na verdade, foi a ideologia colonial vigente à época.
A heurística, ciência que cuida da investigação da autenticidade das fontes históricas, ajudará nas observações das gerações futuras. Por enquanto, observemos o desenrolar da história contemporânea.
Será que podemos convidar os amigos portugueses para, junto com o povo, festejar o “Grito do Ipiranga”, em 7 de setembro, ou para caminhar atrás dos caboclos, no 2 de julho? Sim. Dos portugueses herdamos também a hospitalidade e a cultura de paz.
Será que podemos convidar os amigos portugueses para, junto com o povo, festejar o “Grito do Ipiranga”, em 7 de setembro, ou para caminhar atrás dos caboclos, no 2 de julho? Sim. Dos portugueses herdamos também a hospitalidade e a cultura de paz.
Portugal consolida-se como um importante parceiro comercial e porta de entrada do mercado europeu para a Bahia. Com área de 91.985 km², população de 10,5 milhões de habitantes e um PIB de 204 bilhões de dólares prospecta investimentos tirando vantagem dos laços plantados na Bahia, uma área seis vezes maior, 564.692,669 km², com 1.300 km de costa, um PIB de 45 bilhões de dólares, economia sem a concorrência acirrada dos países industrializados, terras baratas e muita coisa por fazer.
A Bahia, estudada como área de expansão de negócios, está na rota dos investimentos. Raízes históricas, heranças e identidades culturais aliam-se à amplidão geográfica e ao clima tropical. Tudo isso combinado com os preços e o câmbio favoráveis aos portugueses fazem da terra redescoberta uma fronteira a ser conquistada.
Segundo o Instituto Miguel Calmon, nos últimos dez anos a Bahia recebeu cerca de 2 bilhões de dólares de investimentos portugueses, e nos próximos dois anos espera-se um acelerado crescimento com mais 1,5 bilhão de dólares. Os fatos estão escrevendo a história.
A entrada de Portugal para a União Européia foi um marco histórico. A evolução da economia portuguesa do pós-euro e o alinhamento aos padrões europeus criam uma era de ouro em termos de oportunidades de desenvolvimento, com possibilidades de reflexos diretos nas economias parcerias.
Inspirados na genialidade de Camões “Esperanças de novas alegrias, não mais deixa a fortuna e o tempo errado”, e fiéis aos acontecimentos do presente, podemos escolher uma data para comemorar também o dia das “boas-vindas” aos portugueses. Uma boa oportunidade para a Assembléia Legislativa da Bahia se manifestar, criando novos registros históricos da realidade corrente, sem esquecer erros e acertos do passado.
Diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil
E-mail: eduardo@uma.org.br
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Portal EcoD é um projeto do Instituto EcoDesenvolvimento
Direitos Autorais - Condições de uso do conteúdo
SEJA PARCEIRO DO ECOD